CSN leva fundos para conhecer Casa de Pedra e mantém IPO para dezembro

CSN leva fundos para conhecer Casa de Pedra e mantém IPO para dezembro

Fernanda Guimarães

06 de novembro de 2020 | 05h00

Foto: Marcos Arcoverde/Estadão

A Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) está seguindo com o cronograma para levar sua unidade de mineração rumo à abertura de capital. Apesar de a principal mina da CSN Mineração ser bastante conhecida do mercado, há duas semanas foram levados gestores e analistas para visitar as operações, em Congonhas (MG). Fizeram a visita 15 fundos de São Paulo, cinco do Rio de Janeiro e alguns analistas de mercado. Todos teriam saído impressionados com a dimensão do ativo. Mesmo com a expectativa do valor da oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) ser de cerca de US$ 1,5 bilhão – ou mais de R$ 8 bilhões -, o preço ainda será levado para discussão com potenciais investidores. Ou seja: a ideia foi apresentar ao mercado primeiro a tese de investimento. O pilot fishing, que é o momento da oferta no qual são feitas sondagens já identificando os interessados, acaba de começar. Teve início no dia 3, anteontem.

Vai que é sua. A CSN já anunciou ao mercado estimar que sua produção de minério de ferro vá de 33 milhões de toneladas anuais para nada menos do que 108 milhões em 2033. Nos bastidores, a meta é considerada plausível porque não haveria risco de execução. A companhia tem, por exemplo, as licenças necessárias, que podem impor ritmo lento à expansão da mineração. Além dos investimentos na operação, grande parte do dinheiro previsto para ir ao caixa da CSN com o IPO servirá para reduzir o endividamento da siderúrgica.

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