CSN Mineração encerra melhor início de ano para IPOs e deve captar R$ 7 bi

CSN Mineração encerra melhor início de ano para IPOs e deve captar R$ 7 bi

Cynthia Decloedt

12 de fevereiro de 2021 | 05h08

A mina Casa de Pedra, da CSN Mineração / Foto: Antonio Milena

A CSN Mineração, subsidiária da CSN e detentora da famosa mina Casa de Pedra, encerra hoje a primeira janela (como é conhecido no mercado financeiro o período de oportunidade de captação de recursos) de 2021 para ofertas de ações. A emissão pode movimentar pouco mais de R$ 7 bilhões, se for levado em conta o preço médio de R$ 10 por ação. Já há demanda excedente para a oferta e fundos estrangeiros são os que compõem o maior grupo, apurou o Broadcast.

O preço da ação na oferta inicial (IPO, na sigla em inglês) da CSN Mineração acontece hoje. A estreia na B3 está marcada para o dia 18, quinta-feira. O IPO da CSN Mineração tem os bancos Morgan Stanley, XP, BoFa, Bradesco BBI, BTG Pactual, UBS-BB, Caixa, Citi, Fibra, JPMorgan, Safra, e Santander como coordenadores.

A operação da CSN fecha uma janela considerada a melhor da história da Bolsa, com cerca de R$ 40 bilhões em ofertas iniciais e subsequentes, entre janeiro e fevereiro. Nesta conta estão também as ofertas iniciais da Eletromídia, empresa de marketing eletrônico em espaços públicos, e da Orizon, que faz gestão de resíduos e geração de biogás. Elas têm perspectiva de girar R$ 1,17 bilhão e R$ 645 milhões, respectivamente. Considerando as três operações que serão conhecidas hoje, o saldo de IPOs desta semana é de mais de R$ 12 bilhões.

A estreia da Eletromídia na Bolsa será no dia 17, quarta-feira. A faixa de preço proposta para a oferta é de R$ 17,81 a R$ 23 por ação. A demanda estaria em torno de cinco vezes, conforme apurou o Broadcast.

CSN atraiu estrangeiros que gostam de fazer cheques mais polpudos

O IPO da CSN Mineração é uma boa oportunidade para investidores de fora do País, por conta do alto valor dos ativos que compõem a empresa. O volume elevado da oferta atrai esse grupo, que normalmente gosta de preencher cheques mais gordos.

Os estrangeiros vêm sendo bastante aguardados pelos estruturadores de ofertas, já que têm um bolso mais recheado. Com isso, os vários lançamentos de ações previstos para chegar à Bolsa este ano seriam feitos mais rapidamente. Porém, as incertezas locais relacionadas a reformas, disciplina fiscal e vacinação ainda limitam um ingresso mais agressivo desse grupo, cuja presença tem crescido gradualmente nas últimas ofertas.

 

Esta reportagem foi publicada no Broadcast+ no dia 11/02/2021, às 17:27:22.

O Broadcast+ é uma plataforma líder no mercado financeiro com notícias e cotações em tempo real, além de análises e outras funcionalidades para auxiliar na tomada de decisão.

Para saber mais sobre o Broadcast+ e solicitar uma demonstração, acesse http://www.broadcast.com.br/produtos/broadcastplus/

Contato: colunabroadcast@estadao.com

Siga a @colunadobroad no Twitter

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.