Cybercriminosos vendem acessos digitais de empresas brasileiras por US$ 40 na Dark Web

Cynthia Decloedt

23 de maio de 2021 | 05h40

 

Acessos digitais a empresas brasileiras estão sendo vendidos na Dark Web, ambiente da internet no qual são praticados crimes, por valores que variam de US$ 4 a US$ 40, a cybercriminosos que aplicam golpes de sequestro de dados. O Mantis, plataforma de proteção de riscos digitais (DRP, na sigla em inglês), identificou 1,5 mil acessos remotos em sistemas brasileiros sendo oferecidos em ambientes obscuros da internet, sendo 541 das próprias empresas. O restante são acessos de funcionários de companhias brasileiras.

Um ataque de sequestro de dados como esse impactou o maior oleoduto dos Estados Unidos, o Colonial Pipeline, paralisado no dia 8 de maio. A companhia teve de pagar US$ 4,4 milhões aos criminosos.

Os valores variam conforme o perfil da máquina ou servidor infectado por vírus (ramsoware) que sequestram dados, pelos quais os cybercriminosos pedem um valor para o resgate.

Brasil é campeão nos ataques digitais

O Brasil é o país mais atingido por ataques de violação em toda a América Latina, de acordo com a fabricante de softwares de segurança Kaspersky. Dos mais de 5 mil golpes desse tipo diários, 46,6% são registrados no Brasil. Por ano, os prejuízos às empresas ficam na casa dos US$ 700 mil e vão de perda de dados, a pagamento de resgate ou danos à imagem ou relações com os clientes.

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