Dasa e Sabesp se preparam para levantar mais de R$ 1,5 bilhão em novembro

Dasa e Sabesp se preparam para levantar mais de R$ 1,5 bilhão em novembro

Cynthia Decloedt

09 de outubro de 2020 | 05h05

Só a Sabesp pretende captar em torno de R$ 1 bilhão. Foto: Nilton Fukuda/Estadão

Algumas empresas se preparam para testar o apetite dos investidores – que deixou de existir na pandemia – por títulos de dívidas de empresas, ou debêntures. A Diagnósticos da América (Dasa) e a Sabesp estão entre as que estão buscando bancos para estruturar emissões de debêntures. Também têm consultado gestores para medir a demanda dos investidores. Em novembro, a Dasa pretende captar em torno de R$ 600 milhões e a Sabesp de R$ 1 bilhão. Ambas têm rating AAA pelas agências de classificação de risco. Será logo após a divulgação do balanço do terceiro trimestre e as duas ofertas serão feitas com esforços restritos de colocação, ou seja, para até 50 instituições financeiras. Os bancos, que devem dar garantia firme para as emissões, terão de usar portanto uma boa estratégia para emplacar as operações, que acontecerão em meio à ressaca de pesados saques dos fundos, dos quais só agora começam a se recuperar. A Dasa estaria buscando remuneração em torno de 2% do CDI. O prêmio ao investidor ficaria em torno de 2% acima do CDI, segundo se comenta no mercado.

Presente, futuro. A Sabesp deve utilizar os recursos para repor parte do caixa usado para o pagamento antecipado de US$ 350 milhões em títulos de dívida emitidos no exterior. Eles venceriam em dezembro e o resgate foi anunciado no fim de agosto.

Acelerada. A Dasa também precisa administrar dívidas e outras saídas de caixa. Em março, no início da pandemia, emitiu R$ 650 milhões em notas promissórias de vencimento entre 185 a 730 dias. Paralelamente, tem uma agenda de aquisições pesada. A consolidação do setor de saúde está acontecendo em várias frentes e ela é uma das grandes a se movimentar nesse sentido, além de estar envolvida em projetos para testes da vacina do covid-19.

Na gringa. A Dasa estaria inclusive estudando a possibilidade de buscar recursos no exterior, estreando no mercado de dívida (bonds) lá fora, no início do ano que vem. Procuradas, Dasa e Sabesp não comentaram.

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