De olho em desestatização, EMGEA acelera venda de imóveis com blockchain

De olho em desestatização, EMGEA acelera venda de imóveis com blockchain

Cynthia Decloedt

16 de dezembro de 2020 | 05h13

A Empresa Gestora de Ativos do Governo (EMGEA), que realiza a gestão de bens e direitos provenientes da União e das demais entidades integrantes da Administração Pública Federal, está usando a tecnologia blockchain, em parceria com a startup Resale, para a venda de até 50 imóveis. Com os lances mínimos, o montante a ser levantado pode chegar a R$ 5 milhões. O tíquete médio desse tranche é de R$ 105 mil e o deságio dos imóveis previsto nos lances mínimos varia de 18% a 68%.

Mais rápido. A vantagem do uso dessa tecnologia é que no processo de venda via licitação, as propostas entregues são 100% criptografadas e sem interferência humana. A ideia é dar agilidade à venda de carteira e preparar a companhia para sua desestatização, prevista para o ano que vem.

Caixa. Além disso, como o processo de venda ganha celeridade, a Emgea espera alavancar seus resultados operacionais e financeiros. Na venda de imóveis, outra iniciativa nesse sentido foi a criação, também em parceria com a Resale, de uma plataforma digital para venda direta dos imóveis ao cliente final.

Venda. A Emgea entrou no programa de desestatização do governo federal em agosto do ano passado. Em seu site, a empresa afirma que a inclusão no programa ocorreu diante da avaliação, feita à época, de que ficaria sem caixa no início deste ano.

Abre alas. A tecnologia blockchain já é conhecida do mercado, especialmente no setor financeiro, por ser a utilizada para a emissão das criptomoedas, como o bitcoin. No setor público, algumas iniciativas já vêm sendo testadas em licitações para compra de produtos, mas é a primeira vez que é aplicada na venda de imóveis do governo.

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