Débito deve ser mais utilizado no e-commerce e movimentar R$ 160 bi ao ano

Débito deve ser mais utilizado no e-commerce e movimentar R$ 160 bi ao ano

André Italo Rocha

15 de outubro de 2020 | 05h10

O cartão de débito, que raramente é usado para compras pela internet no Brasil, em breve começará ser escolhido nas principais lojas online, de todos os setores da economia. Isso porque um novo protocolo de segurança para transações foi adotado pelas companhias da cadeia de pagamentos e o débito poderá se tornar uma alternativa mais utilizada. A estimativa é que haja potencial para gerar pelo menos R$ 160 bilhões em compras ao ano, 50 vezes o resultado de 2019, segundo estimativa da Abecs, associação que representa as empresas de cartões.

É cultural. O cartão de débito era antes tão seguro quanto o de crédito. Só que os consumidores têm medo de usar o débito pela internet, porque, se houver alguma fraude, o dinheiro já saiu da conta. O que muda, agora, é que o risco de fraude foi reduzido. Com o índice de fraude em tendência de queda, pode aumentar a confiança de quem compra.

Mais seguro. Segundo Edson Ortega, vice-presidente de Risco na Visa do Brasil, entre 60% e 80% das compras feitas pela internet com cartões são autorizadas, ante um índice de conversão de 98% nos pagamentos feitos presencialmente. Além disso, no online o risco de fraude é de 1%, contra 0,03% no presencial. Com os testes feitos com o novo protocolo, as conversões pela internet já chegam a algo entre 85% e 90%, sem nenhuma fraude por enquanto.

Aderência. Se a estimativa de R$ 160 bilhões em transações se confirmar, o débito ainda estará longe do crédito. No ano passado, a categoria movimentou R$ 323,5 bilhões em compras online. Ortega diz que o débito tem potencial para substituir parte das transações feitas por boleto e ser mais utilizada por um público de menor renda.

E o Pix? Ortega não vê o Pix, novo sistema de pagamentos instantâneos do Banco Central (BC), como uma ameaça aos pagamentos por débito. O Pix vai começar a funcionar em novembro e permitirá que pagamentos sejam feitos em menos de dez segundos. Para ele, o novo meio de pagamento, inicialmente deve substituir o TED e o DOC, usados para transferências.

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