Depois de saúde, Banco Pan aposta em plataforma de educação para cliente baixa renda

Depois de saúde, Banco Pan aposta em plataforma de educação para cliente baixa renda

Cynthia Decloedt

31 de agosto de 2021 | 05h10

Banco oferece serviços em plataformas para atrair clientes para produtos financeiros  Foto: Banco Pan

Depois de lançar sua plataforma de saúde para as classes C,D e E, o Banco Pan estuda um caminho para colocar em pé uma iniciativa semelhante de educação. O público de poder aquisitivo mais baixo é o foco principal de atuação do banco, e a nova estratégia foca em atender “as dores” dessas classes, para ganhar escala e se diferenciar no universo de ofertas que os bancos digitais têm lançado.

Neste mês, o Pan lançou a sua plataforma de saúde. Não é um plano de saúde tradicional, mas uma ferramenta que centraliza serviços e benefícios médicos, odontológicos e farmacêuticos, sem carência e a um custo mensal fixo inferior a R$ 10,00. Isso envolve também telemedicina. Consultas presenciais junto a uma rede de 20 mil profissionais no País saem a partir de R$ 19,90.

“Quando analisamos qualquer produto, a primeira coisa que fazemos é entender se é adequado e se atinge as dores de nosso público. A grande massa tem falta de acesso à educação e saúde”, diz o presidente do Pan, Carlos Eduardo Pereira Guimarães. Segundo ele, essa é uma forma não só de engajar os clientes atuais, mas também de atrair novos consumidores. Hoje o Pan tem mais de 12 milhões clientes, dos quais 8,3 milhões estão na unidade chamada de “banking”, que engloba os clientes que têm conta e/ou cartão.

Para a plataforma de saúde, o Pan fechou parceria com a rede Pague Menos e com a healthtech Avus. A Pague Menos tem presença em 26 estado no País e, assim como o Pan, é identificada com o público C, D e E.

Parcerias em discussão

Em educação, o superintendente do Banco Pan Digital, Pedro Poli Romero, diz que as discussões de parcerias estão em andamento. “Estamos estudando parcerias diversas, com escolas, fintechs, escolas de formação e universidades”, conta Romero.

O desenvolvimento da plataforma de educação tem, no entanto, uma complexidade maior, segundo ele. “A questão é garantir um produto escalável, de amplo alcance, a preço acessível e que faça sentido aos clientes de 18 anos a mais de 60 anos”.

Assim como a maior parte dos bancos digitais, ofertas de serviços e produtos nas plataformas trazem sobretudo o benefício de atrair clientes para os produtos financeiros. Guimarães afirma que não há um retorno financeiro importante diretamente ligado a tais produtos. “Ter o cliente conosco é o que traz retorno”, diz Guimarães.

Os analistas do Citi, Gabriel Nóbrega e Jörg Friedemann, avaliam que com a plataforma de saúde o Pan entra em um negócio altamente escalável, considerando o atual ingresso de 40 mil clientes ao dia no banco, e com capacidade de ampliar as receitas com tarifas do banco. “Isso pode gerar tarifas sólidas ao banco, ajudando o Pan a diversificar receitas, uma vez que o lucro com tarifas representa atualmente apenas 8% do total de receitas”, afirmam.

 

Esta reportagem foi publicada no Broadcast+ no dia 25/08/21 às 14h15.

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