Depois de sete anos, CSN pode se desfazer de ações da Usiminas

Depois de sete anos, CSN pode se desfazer de ações da Usiminas

Coluna do Broadcast

09 de janeiro de 2018 | 05h00

A venda da fatia detida pela Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), de Benjamin Steinbruch, na Usiminas tem chances de, enfim, ocorrer. Os bancos de investimento – Bank of America Merril Lynch e Morgan Stanley são os mais “vocais” nesse processo – estão sondando investidores para destravar esse negócio até o fim desta semana, em uma venda de um “block trade”, ou seja, em um leilão agendado na B3. A CSN possui cerca de 14% das ações com direito a voto de sua concorrente mineira e 20% dos papéis preferenciais, que foram adquiridos em bolsa de valores em 2011, quando Steinbruch mirava a compra de uma participação dentro do bloco de controle da Usiminas.

Agenda cheia. Além de ajudar a sanear a CSN, que está atolada em dívidas, a venda dessa fatia é uma exigência do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), que identificou problemas concorrenciais. Na agenda da CSN para esta semana ainda está previsto um acordo com seus principais bancos credores, para alongamento de cerca de R$ 14 bilhões em dívidas. Procurada, a CSN não comentou.

Em busca. Nos próximos dias poderão ocorrer ainda, também em bolsa de valores, a venda da fatia da Petrobrás Biocombustíveis na São Martinho e da Shell na Cosan. As empresas não comentaram.

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