Diesel pode levar Caixa a adiar oferta da Petrobrás

Diesel pode levar Caixa a adiar oferta da Petrobrás

Coluna do Broadcast

16 de abril de 2019 | 04h00

A Caixa Econômica Federal pode adiar a oferta de ações (follow on) da Petrobrás que a instituição financeira tem em carteira. Após a forte queda dos papéis da petroleira gerada pela decisão do presidente Jair Bolsonaro de conter o aumento do preço do diesel, a receita potencial do banco nessa operação de venda caiu em quase R$ 900 milhões, diminuindo a oferta para R$ 8,4 bilhões. Pela cotação registrada uma semana antes, quando os bancos assessores foram contratados para tocar a operação, a cifra passaria dos R$ 9,3 bilhões. Essa redução de valor tem preocupado a direção do banco e o adiamento da oferta para um momento mais favorável não é descartado. A Caixa detém 2,28% do capital da estatal, sendo 3,24% em ações ordinárias e 0,99% das preferenciais.

Fogo amigo. A oferta de ações era esperada para maio. Por ora, nenhuma decisão de adiamento foi tomada. A recomendação é acompanhar o comportamento dos papéis até lá. Se o momento não for favorável, a Caixa não descarta postergar a operação. Os responsáveis pela oferta dos papéis da Petrobrás foram contratados há uma semana. Além da própria Caixa, que está focada em reforçar o seu braço de banco de investimentos, foram selecionados Bank of America Merril Lynch (BofA), na condição de líder, Morgan Stanley, UBS e XP Investimentos.

Vale lembrar. A oferta de ações da Petrobrás seria a segunda que a Caixa toca na gestão de Pedro Guimarães, que assumiu o comando do banco público no início deste ano. A primeira foi a venda da participação no ressegurador IRB Brasil Re. Na fila, estão ainda ações da Alupar e do Banco do Brasil, ambas fatias detidas pelo FI-FGTS. A meta da gestão de Guimarães era desovar todas as participações em mãos do próprio banco e de fundos governamentais até junho. Procurada, a Caixa não comentou o assunto.

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