Digio, de Bradesco e BB, negocia aporte com sócios para expansão

Digio, de Bradesco e BB, negocia aporte com sócios para expansão

Aline Bronzati

19 de junho de 2020 | 04h35

O banco digital Digio negocia com os sócios controladores Bradesco e Banco do Brasil uma injeção de recursos para dar sequência à meta de atrair 5 milhões de clientes e gerar R$ 1 bilhão em empréstimo pessoal por ano até 2023. Mesmo com uma postura mais seletiva para emprestar, imposta pela crise, o novato quer surfar na onda de digitalização que veio a reboque das medidas de isolamento social para combater a propagação do novo coronavírus no Brasil. Para sustentar a estratégia de crescimento, o Digio está em conversas com Bradesco e Banco do Brasil para um novo aporte de recursos. De acordo com Neves, os sócios ainda discutem o tamanho do investimento necessário para suportar o plano desenhado. Ambos têm estratégias digitais separadas, o BB com uma plataforma integrada à sua operação principal e o Bradesco com o Next. O investimento no Digio mostra a aposta dos sócios no negócio.

Meio a meio. O Digio se encaixa na categoria ‘banktech’, uma mistura de banco com fintech, nas palavras de seu presidente, Carlos Giovane Neves. Criado em 2014 com foco na população de baixa renda, o Digio mudou de rota no meio do caminho. Ainda sob o nome CBBS, lançou, em 2016, um cartão de crédito sem anuidade. Com a aceitação do público – são cerca de 1,6 milhão de plásticos do Digio espalhados pelo Brasil, a marca assumiu o protagonismo do negócio e o banco foi rebatizado.

Millennials. De lá para cá, sua estratégia mudou por completo. O mundo físico foi deixado de lado e o digital começou a ditar os rumos do banco. O público-alvo, antes a base da pirâmide, também foi revisto, com o Digio passando a mirar os disputados millennials. Hoje, a renda média de seus clientes é de R$ 3,5 mil, sendo 53% mulheres e 47% homens.

Esteira. Depois de lançar sua conta digital às vésperas da pandemia – já são em torno de 300 mil, o Digio vai começar a recheá-la. Para as próximas semanas, está prevista a liberação de pagamentos de contas de consumo e depois a portabilidade, de olho nas contas salário. Na sequência, estão programados lançamentos na área de seguros e também de investimentos, o que deve ocorrer até o fim deste ano.

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