Distribuidora de remédios Elfa, do Pátria, prepara retomada de IPO

Distribuidora de remédios Elfa, do Pátria, prepara retomada de IPO

Fernanda Guimarães

27 de janeiro de 2021 | 05h00

A distribuidora de medicamentos Elfa é controlada pelo fundo de private equity Pátria, que estreou em Nasdaq na semana passada. Foto: Nasdaq

A distribuidora de medicamentos Elfa, controlada pelo fundo de private equity Pátria, está preparando seu retorno para a fila de ofertas iniciais de ações (IPOs, na sigla em inglês) na B3. A empresa chegou a fazer o pedido de abertura de capital junto à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) em agosto do ano passado, mas retirou seu prospecto dois meses depois, em um momento em que o mercado de capitais estava mais volátil, dando a entender que tinha desistido do processo.

Parada estratégica. A leitura, no entanto, foi equivocada. Naquele momento, a empresa estava prestes a fechar a aquisição da distribuidora de medicamentos e produtos médicos Dupatri, de Santos (SP), por R$ 185 milhões. Com o tamanho da compra, a Elfa teve que escolher entre seguir com o IPO naquele momento, ou com a aquisição. Concluída a transação, será necessário agora atualizar o prospecto com os números consolidados da nova empresa e fazer um novo protocolo junto à CVM. A ideia é realizar o IPO ainda no primeiro semestre deste ano. Procurado, o Pátria não comentou.

Mercado. A Elfa atua na distribuição de remédios de alta complexidade e produtos médicos de mais de 400 fabricantes, sendo a segunda maior empresa nesse segmento em comercialização para hospitais públicos e privados, segundo dados do seu último prospecto. Ao todo, possui 20 centros de distribuição, espalhados por diversos Estados. O grupo apresentou receita líquida de R$ 1,8 bilhão e lucro líquido de R$ 39,6 milhões em 2019. Se a oferta de ações em Bolsa se concretizar, os recursos serão destinados para a aquisições de empresas do seu setor de atuação e o reforço de estrutura de capital da companhia.

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