Documentos de empresas sobre ataques cibernéticos na CVM crescem 93%

Documentos de empresas sobre ataques cibernéticos na CVM crescem 93%

Altamiro Silva Junior

27 de janeiro de 2022 | 05h30

Renner foi uma das varejistas a reportar ataque cibernético   Foto: Werther Santana/Estadão

Os ataques cibernéticos a empresas tiveram aumento importante na pandemia. Uma das evidências é o número de documentos sobre o tema que companhias de capital aberto enviaram para a Comissão de Valores Mobiliários (CVM). A consultoria MZ checou os textos de 2021 e descobriu em um levantamento inédito que 8 companhias arquivaram 27 documentos sobre ciberataques, um volume 93% superior ao registrado em 2020.

O setor que mais arquivou documentos sobre o assunto em 2021 foi o de varejo, com um total de 10 arquivamentos. A empresa de energia elétrica Copel, a de turismo CVC e a de saúde Fleury, que sofreram ataques cibernéticos no ano passado, estão entre as companhias que mais comunicados fizeram à CVM sobre o tema. Entre outros nomes que reportaram ataques estão ainda Porto Seguro, Ultrapar e Renner.

Nos documentos, 26% identificavam o tipo de ataque cibernético como sendo ransomware, aquele em que os hackers invadem o sistema das empresas, restringem o acesso e cobram um resgate para o seu restabelecimento. Entre medidas tomadas pelas empresas para lidar com os ataques, as mais citadas são o apoio de profissionais especializados e a interrupção preventiva dos sistemas.

O estudo da MZ constatou que ataques cibernéticos têm tido efeitos mistos nas ações das empresas. Na CVC, a divulgação do ataque provocou queda. Em outras, como Westwing e JBS, as ações subiram após o arquivamento dos comunicados.

 

Esta nota foi publicada no Broadcast+  no dia 26/01/22, às 15h18.

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