Dois anos após oferta do Itaú, XP retoma plano de IPO

Dois anos após oferta do Itaú, XP retoma plano de IPO

Coluna do Broadcast

10 de setembro de 2019 | 04h00

A XP Investimentos deu o pontapé para abrir seu capital, um pouco mais de dois anos depois de o ter interrompido diante da oferta multibilionária do Itaú Unibanco, que possui hoje 49,9% da companhia comandada por Guilherme Benchimol. A ideia, desta vez, é realizar a oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) nos Estados Unidos, para aproveitar os múltiplos que têm sido observados nas ofertas de empresas de tecnologia por lá. A decisão, contudo, ainda não foi tomada. Se for essa a escolha, um dos caminhos aventados seria a emissão local de Brazilian Depositary Receipts (BDRs) para deixar parte da liquidez no mercado brasileiro. Tal passo depende, porém, de uma mudança pontual na regra pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM), que já vem debruçada sobre esse assunto, depois de algumas empresas do setor de tecnologia terem optado em abrir o capital fora do Brasil.

Em casa. Neste momento, os bancos de investimento começam as apresentações com a XP, em um processo que antecede a seleção dos assessores da oferta. A expectativa é a de que a XP lidere a própria oferta uma vez que tem coordenado ofertas de ações e mantido o foco no varejo. A XP não comentou.

Pedra no caminho. Uma alteração nas regras de BDRs seria necessária para a XP seguir com o IPO lá, mas com os pés aqui. Isso porque há uma cláusula que determina que, para uma empresa estar apta à emissão desses títulos, seus ativos no Brasil não podem corresponder à metade – ou mais – do total, como é o caso da XP. Com sede local e tal peso no País, a empresa não pode ser tida como uma emissora gringa.

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