Em meio à guerra das maquininhas, Cielo avalia troca de dívida de R$ 3,4 bi no exterior

Em meio à guerra das maquininhas, Cielo avalia troca de dívida de R$ 3,4 bi no exterior

Coluna do Broadcast

01 de maio de 2019 | 04h00

A Cielo, controlada por Bradesco e Banco do Brasil, estrutura uma operação no mercado externo de troca dos R$ 3,4 bilhões em bônus com vencimento em 2022 por novos papéis a serem emitidos com um prazo mais longo. Além do cenário favorável sob o ponto de vista de preço para emissores brasileiros no mercado internacional, pesa na análise da número um do mercado de maquininhas o melhor uso de caixa para fazer frente à arena que se transformou o segmento de cartões no Brasil, a cada dia mais acirrado. O martelo para o fechamento da captação ainda não foi batido, mas os bancos de investimento das instituições controladores, juntamente com o JPMorgan, trabalham para viabilizar a troca dos papéis da empresa no mercado externo.

Quer pagar quando? Normalmente, o vencimento de 10 anos é uma referência, mas as operações recentes de emissores latino-americanos têm ficado entre 5 a 7 anos. A troca de papéis da Cielo deve ser engatilhada nos próximos meses e a ideia da companhia, conforme informações que circulam no mercado, é captar somente recursos que sejam suficientes para fazer essa troca. A companhia tem folga de caixa, acesso a funding via seu fundo de direito creditório (FIDC), mas busca fazer um melhor uso do capital para ter munição suficiente para a guerra das maquininhas.

Túnel do tempo. A Cielo emitiu os bônus em 2012 para pagamento da aquisição da americana Merchant e-Solutions (MeS) – na época de US$ 670 milhões, marcando sua estreia neste mercado em um dos anos de pico de emissões de brasileiros no exterior. Os bônus pagam juro semestral de 3,75% ao ano. Em janeiro de 2019, a Cielo contratou uma operação de hedge, no valor de US$ 475 milhões e com vencimento no começo de julho, para se proteger da variação cambial.

Tem mais. O ano de 2023 também é pesado em vencimentos de dívidas para a Cielo. Mais R$ 3,35 bilhões em debêntures privadas, emitidas no ano de 2015 para fazer frente ao pagamento da Cateno, joint venture firmada com o Banco do Brasil que atua no processamento de cartões, vencem no final daquele ano. Procurada, a Cielo disse que “avalia todas as possibilidades e cenários, mas não comenta o tema em questão”.

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