Em meio a tiroteio, minoritários da Petrobras se reúnem nesta quarta-feira

Em meio a tiroteio, minoritários da Petrobras se reúnem nesta quarta-feira

Cynthia Decloedt

21 de junho de 2022 | 16h35

Bolsonaro diz que minoritários estão entre culpados por política de preços  Foto: Paulo Whitaker/Reuters

Em meio ao tiroteio em torno do preço dos combustíveis, que derrubou recentemente alguns presidentes da Petrobras e pode acabar em Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), os acionistas minoritários da estatal têm encontro marcado amanhã (22) para discutir temas que podem definir o futuro da companhia.

Organizada pela Amec, associação que representa os minoritários que têm assento no conselho da petroleira, a reunião foi inicialmente pautada como preparatória para Assembleia Geral Extraordinária (AGE) que deve eleger novos representantes do Conselho de Administração e conduzir Caio Paes de Andrade à presidência da estatal. Mas outros temas que dominam o debate público, como a queda de braço do governo com o conselho e a direção da empresa em torno da política de preços da estatal, devem estar na mesa.

Amec critica ingerência do governo na petroleira

A Amec tem criticado a ingerência direta governo do presidente Jair Bolsonaro na Petrobras, por atropelar princípios de governança e transparência, com os quais a estatal está comprometida já que tem capital aberto em bolsa. No fim de semana, Bolsonaro disse que os minoritários estariam entre os culpados pela política de preço da Petrobras e que seu objetivo é “lucro e ponto”.

Para conseguir mexer na política de preços, o presidente quer promover uma CPI que pretende apurar a conduta do Conselho e dos diretores da estatal e também propõe investigar supostas irregularidades na definição da política de preços dos combustíveis. O PL, partido do presidente Bolsonaro, já entregou o requerimento para pedir a abertura da CPI na Câmara.

O ministro de Minas e Energia, Adolfo Sachsida, disse hoje (21)  na Câmara que a Petrobras tem distribuído bons dividendos.”Começo mostrando a composição acionária da companhia. Importante entender que 44,5% dos acionistas são investidores não brasileiros. 18,8% são brasileiros e 36,6% é formado pelo grupo de controle: governo federal, BNDES e BNDESpar”, disse Sachsida.

 

Esta nota foi publicada no Broadcast no dia 21/06/22, às 13h32

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