Em mundo mais digitalizado, bancos repensam agências

Em mundo mais digitalizado, bancos repensam agências

Fernanda Guimarães e Cynthia Decloedt

01 de outubro de 2020 | 05h30

 

Com as operações bancárias ficando mais digitais, os grandes bancos de varejo estão em processo de reinventar suas instalações físicas. Amanhã e na sexta-feira, por exemplo, o Itaú levará a leilão cerca de 15 agências, com a participação dos leiloeiros Frazão, Biasi e Zukerman. Dentre os imóveis, há uma antiga agência na tradicional rua de comércio popular paulistana, a 25 de março, com lance mínimo é de R$ 5,6 milhões. No fim de junho, a instituição financeira tinha 4.492 agências e postos de atendimento em todo o País. Em um ano, fechou 234. O ritmo pode acelerar, até porque o banco cerrou as portas de 400 agências, de forma temporária, como reflexo da pandemia.

Mudanças acontecem com todos concorrentes

A reinvenção tem acontecido em todo o setor. O Bradesco também tem fechado agências, mas, ao mesmo tempo, transformou algumas em escritórios de negócios. O Santander, por sua vez, anunciou recentemente que vai criar um ambiente de convivência nos estacionamentos de suas agências, em parceria com seu portal automotivo Webmotors.

Além de pontos de encontro para venda de carros e showroom de concessionárias, os estacionamentos poderão receber outras soluções automotivas e opções de lazer e alimentação, como food trucks. No desenho tem, até mesmo, academias modulares.

Nos bancos públicos, a situação é um pouco diferente

O Banco do Brasil tem readequado as agências nos últimos cinco anos, como resposta à migração de muitas transações para os aplicativos e outros meios digitais. Com isso, fechou agências e diminuiu os metros quadrados que usava. As vendas das agências, porém, têm sido feitas por meio da plataforma imobiliária Resale, em vez de leilões.

O novo presidente do BB, André Brandão, sinalizou internamente em conversas com funcionários que vê sentido na revisão dos pontos físicos. O objetivo, no entanto, seria transformar as agências para atender demandas de clientes e estratégias de negócios do banco.

A Caixa Econômica Federal, por sua vez, como instituição do “povo brasileiro”, conforme diz seu presidente, Pedro Guimarães, precisa de uma rede mais robusta. Ainda que o Caixa Tem, aplicativo de celular usado para distribuição do auxílio-emergencial, sirva à bancarização de grande parcela da população, a rede ampla de agências é uma base necessária.

 

Esta reportagem foi publicada no Broadcast+ no dia 30/09/2020 às 17:59:07 .

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