Em proposta de IPO, chinesa dona da 99 revela o que aprendeu ao fazer do Brasil seu laboratório

Em proposta de IPO, chinesa dona da 99 revela o que aprendeu ao fazer do Brasil seu laboratório

Matheus Piovesana

13 de junho de 2021 | 05h30

 

Destaque no prospecto da oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) que pode avaliar a chinesa Didi Chuxing em até US$ 100 bilhões em Nova York, o Brasil fornece alguns dos números mais chamativos da dona da 99. Um deles é em pagamentos: a empresa afirma ter emitido 2 milhões de cartões de crédito virtuais no País até março, em uma espécie de “laboratório” para digitalizar o dinheiro de seus motoristas em todo o mundo.

A Didi criou o cartão após esbarrar na mesma realidade que fez o Nubank chamar a atenção do megainvestidor Warren Buffett: muitos brasileiros não têm conta em banco. Para os motoristas da 99, isso significava dificuldade de receber parte das corridas; com o cartão, o pagamento é imediato. A Didi fez do limão uma limonada: hoje, o 99 tem inclusive uma carteira digital para chamar de sua.

O Brasil, aliás, é listado pela Didi como um grande laboratório sobre o que funciona ou não fora da China. A empresa desembarcou aqui em 2017 e virou dona da 99 em 2018, em sua primeira operação fora do país natal. Aqui, a Didi aprendeu a digitalizar os clientes, mas também enfrentou problemas como roubos e até assassinatos de motoristas, por conta do alto porcentual de pagamentos feitos em dinheiro vivo.

 

Esta reportagem foi publicada no Broadcast+ no dia 11/06, às 15h32.

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