Em um dia, empresas brasileiras anunciam R$ 15 bi em captações

Em um dia, empresas brasileiras anunciam R$ 15 bi em captações

Por Fernanda Guimarães e Cynthia Decloedt

07 de julho de 2020 | 05h00

Com a liquidez sem precedentes no mundo, as empresas brasileiras anunciaram captações que podem superar os R$ 15 bilhões, em apenas um dia. O momento aproxima a Bolsa do marco dos 100 mil pontos, que parecia inalcançável este ano, depois da eclosão da pandemia. Das ofertas de ações na B3, Lojas Americanas anunciou uma oferta que poderá chegar a R$ 7 bilhões. A varejista vive um bom momento por conta do crescimento do e-commerce e está de olho em aquisições. Já a incorporadora JHSF vai lançar uma oferta da ordem de R$ 400 milhões, também para acelerar sua estratégia digital. Na sexta-feira, suas ações dispararam depois de a XP decidir que comprará um de seus terrenos para construir de sua nova sede, batizada de Villa XP. A Cogna, por sua vez, anunciou que fará a oferta inicial de ações de sua subsidiária Vasta, empresa classificada como “Edtech”, ou seja, de tecnologia educacional. Esse lançamento, porém, será na Bolsa norte-americana Nasdaq. Não por acaso as três ofertas têm, em algum ponto, o “lado tecnológico”. Assim como o observado nas Bolsas dos Estados Unidos e da Ásia, companhias ligadas à tecnologia vão pular na frente de outras que já estavam na fila pré-pandemia.

Liquidez e mais liquidez. Para completar o tabuleiro de ofertas no mercado de capitais em apenas um dia, a Vale emitiu US$ 1,5 bilhão em títulos de dívida (bonds) no exterior, para a qual atraiu demanda de US$ 9 bilhões. Desde que o mercado externo foi reaberto, no fim de maio, o Brasil e outros emissores latinos têm conseguido grandes volumes de recursos, assim que as emissões são anunciadas. As cinco emissões de bonds levadas a estrangeiros até aqui somavam US$ 8,95 bilhões em novos bonds. A demanda superou os US$ 40 bilhões.

Custo baixo. Isso tem feito com que o custo dessas captações tenha ficado em patamares semelhantes aos anteriores à crise da nova covid-19. As duas maiores operações foram da Petrobras e o Tesouro, que captaram R$ 3,25 bilhões e R$ 3,5 bilhões, respectivamente, atraindo o interesse do equivalente a US$ 34 bilhões.

Esta matéria foi publicada no Broadcast no dia 06/07 às 18:15:06

contato: colunadobroadcast@estadao.com

Siga a @colunadobroad no Twitter

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências: