Embora esperada, saída de Pérsio Arida do BTG Pactual desagrada mercado

Embora esperada, saída de Pérsio Arida do BTG Pactual desagrada mercado

Coluna do Broadcast

30 de maio de 2017 | 05h00

A saída de Pérsio Arida do BTG Pactual, embora esperada, não foi bem recebida no mercado e recoloca os holofotes sobre o banco. Seu nome foi importante escudo para a crise gerada com a prisão de André Esteves, em 2015, e o banco vem trabalhando na nova identidade com o lançamento do banco digital. Além do que, Arida deixa o banco em meio ao novo furacão político gerado com as delações da JBS. Sua decisão de sair do BTG e se dedicar a atividades intelectuais foi tomada no final do ano passado.

Mal-estar

Enquanto o mercado lamenta a saída de Arida, internamente, a presença de André Esteves no dia a dia da instituição causa constrangimento em alguns sócios. Existe pressão para que ele, maior acionista do BTG, se afaste da instituição, já que sua presença estaria dificultando a conclusão de alguns negócios. Antes presidente, Esteves retornou ao “partnership” do BTG Pactual em abril do ano passado, com foco em temas estratégicos e apoioando o desenvolvimento de atividades e operações como, por exemplo, a plataforma digital. Em recente evento do BTG em Nova York, inclusive, sua presença, que não era esperada, gerou um certo desconforto. Procurado, o banco afirma que as informações não procedem.

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