Emissões devem ser reduzidas à metade na próxima década para evitar o pior

Emissões devem ser reduzidas à metade na próxima década para evitar o pior

André Ítalo Rocha

03 de janeiro de 2021 | 05h05

Foto: Tasso Marcelo/Agência Estado

Um estudo feita pela PwC aponta que a década que se inicia com o ano de 2021 será fundamental para controlar as emissões de gases que causam o efeito estufa e limitar o aquecimento a 1,5 °C até 2100, de acordo com a meta estabelecida no Acordo de Paris. Para evitar os piores impactos da mudança climática, as emissões globais de carbono devem ser reduzidas à metade até 2030 e reduzidas a zero líquido até 2050. Mas o que tem ocorrido é o contrário: entre 2009 e 2019, as emissões globais médias de carbono aumentaram 1,5% ao ano.

O que é isso? O planeta conseguirá zerar as emissões líquidas quando tudo o que for emitido por meio da atividade humana – como as emissões causadas por veículos e fábricas, por exemplo – for compensado com uma quantidade equivalente da chamada remoção de carbono, com ações como a restauração de florestas.

Esperança. Ainda segundo o estudo, os anúncios de zero líquido feitos por governos agora somam 51% das emissões globais e podem chegar a 63% se o presidente eleito dos Estados Unidos, Joe Biden, promulgar sua meta proposta de zero líquido até 2050 no país.

Cenário. Dentro do G20, Alemanha, Coreia do Sul, Estados Unidos e Reino Unido alcançaram as maiores taxas de redução de suas emissões em relação ao seu crescimento econômico. No entanto, essas taxas de descarbonização estão muito aquém, considera o estudo, do necessário para limitar o aquecimento a 1,5° C. A Alemanha registrou a maior taxa de descarbonização em 2019, mas precisaria dobrar o seu desempenho para ser consistente com uma trajetória de 1,5° C.

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