Empresas aproveitam queda nos bonds para recomprar papéis silenciosamente

Empresas aproveitam queda nos bonds para recomprar papéis silenciosamente

Cynthia Decloedt

26 de março de 2020 | 04h35

As empresas brasileiras têm acompanhando atentamente o mergulho no preço de seus bonds (títulos de dívida emitidos no exterior) e aproveitado para recomprar seus papéis no mercado secundário. Entre elas, estão a Minerva Foods, a Cosan e o BTG Pactual. Em tempos de crise, a ordem tem sido economizar caixa, o que desmobilizou as grandes ofertas de recompra, também chamadas de tender offer. Nas ?recompras silenciosas?, entretanto, o caixa comprometido é menor, envolvendo entre US$ 2 milhões a US$ 3 milhões por ida ao secundário. Ou, no máximo, 20% do total em circulação do papel, para não chamar a atenção dos investidores. Desse modo, as empresas evitam criar alarde de que há um comprador muito interessado e que o preço do bond suba.

Mil e uma. Outra vantagem é que as companhias conseguem diminuir a pressão de venda: dão um porta de saída para os que querem se desfazer do papel e melhoraram a percepção de risco em relação a seu crédito. Também, para companhias com vencimentos este ano, a estratégia faz bastante sentido. Isso porque, na data do vencimento do bond, terão de devolver aos investidores 100% do valor de face dos papéis. Nesse momento de enorme estresse, todos os bonds estão sendo negociados abaixo disso. Procurados, Minerva, Cosan e BTG Pactual não comentaram

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