Empresas de petróleo usam túnel de ozônio para tentar reduzir contaminação

Denise Luna

03 de maio de 2020 | 05h00

Com o aumento dos casos de coronavírus entre os trabalhadores do setor de petróleo, uma nova arma está sendo testada para reduzir os riscos de propagação da doença: túneis infláveis que emitem ozônio para descontaminação de pessoas e objetos. Produzidos por uma parceria das empresas de soluções infláveis com base em tecnologia Blimp Rio e a Astech, os túneis chamaram a atenção das petroleiras e uma pequena fila já começa a ser formar para as encomendas.

Passagem. Multinacionais do petróleo estudam montar túneis em aeroportos e na entrada das plataformas para a passagem dos petroleiros que chegam de helicópteros. A intenção é reduzir o risco de transportar o vírus para dentro das unidades.

Tecnologia. O uso de ozônio no combate ao coronavírus foi comprovado pela Universidade de São Paulo (USP), que desenvolveu câmaras para descontaminação mais rápida de material hospitalar, como máscaras. O ozônio é uma molécula reativa de oxigênio e conhecido como um dos microbicidas de ação mais rápida contra bactérias e vírus, de acordo com a USP.

Limpeza. O tempo dentro do túnel dura cerca de dois minutos. O procedimento não descontamina as pessoas que estão com o vírus, mas contribui para que as não contaminadas evitem o contato com o vírus. No menor deles, que tem 2,2 metros de extensão e custa R$ 7 mil, cabem até oito pessoas por vez.

Pandemia. No último levantamento do setor, feito no dia 28 de abril pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), haviam 1.445 casos suspeitos na indústria do petróleo, com 625 empregados contaminados, sendo 243 que acessaram plataformas marítimas (offshore).

Contato: colunabroadcast@estadao.com

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