Empresas precisarão renegociar dívidas no valor de R$ 93 bi

Fernanda Guimarães

17 de maio de 2020 | 05h55

Para conseguirem alongar o perfil de suas dívidas, as empresas precisarão de aproximadamente R$ 93 bilhões, segundo cálculo da Corporate Consulting. A expectativa da consultoria, que atua em reestruturação empresarial, é de que a atual crise leve mais de 5 mil empresas a recorrerem a algum modelo de readequação de suas finanças, tanto por meio de uma recuperação judicial quanto em renegociações de suspensão de pagamento da dívida, o chamado standstill no jargão de mercado, com os credores.

No prego. A projeção é que, a partir de junho, ao menos 60% dessas empresas negociem R$ 55 bilhões em recuperações judiciais. Outros R$ 14 bilhões tendem a acomodar endividamentos por meio de medidas de alongamento e standstill, possivelmente junto a operações de fusões e aquisições, conforme a consultoria. Já R$ 24 bilhões adicionais serão destinados à conta calote, o que deve pressionar o judiciário, com o aumento no número de falências e execuções.

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