Empresas vão pleitear ‘sobrevida’ de medidas para mitigar efeitos da crise

Empresas vão pleitear ‘sobrevida’ de medidas para mitigar efeitos da crise

Fernanda Guimarães

05 de julho de 2020 | 05h00

Foto: Fabio Motta/Estadão

 

Com a pandemia perto de alcançar quatro meses de duração, as empresas de capital aberto preparam um pleito solicitando que as medidas anunciadas para mitigar os efeitos da crise sejam postergadas. A justificativa é de que o momento ainda é delicado e os negócios estão longe de estarem normalizados. A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) lançou um pacote no fim de março, após o decreto da pandemia do covid-19, com a flexibilização de prazos regulatórios.

Outras regras. Pela regulação normal, uma empresa precisa esperar quatro meses entre duas ofertas subsequentes de ações ou duas emissões de debêntures. Com a pandemia, essa restrição foi suspensa até o fim de julho.

Dinheiro curto. Entre as negociações, está a possibilidade de empresas que fizeram emissões durante a pandemia possam recorrer ao mercado em um espaço mais curto, já que o momento (ainda) pede caixa. Procurada, a CVM disse que, até aqui, “não recebeu pleitos oficiais sobre o tema”. Disse, ainda, que “vem transmitindo orientações aos participantes do mercado, sempre que necessário, e por meio de seus canais oficiais”.

Contato: colunabroadcast@estadao.com

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