Even fará IPO de subsidiária no Rio Grande do Sul e amplia lista de construtoras na bolsa

Even fará IPO de subsidiária no Rio Grande do Sul e amplia lista de construtoras na bolsa

Fernanda Guimarães e Circe Bonatelli

12 de julho de 2020 | 05h00

Prédio em obra mostra expansão do mercado imobiliário. Crédito da foto: Rafael Arbex / Estadão

Prédio em obra mostra expansão do mercado imobiliário. Crédito da foto: Rafael Arbex / Estadão

A incorporadora Even levará sua subsidiária Melnick Even para a B3 neste trimestre. A Even tem participação majoritária na empresa, uma das maiores do mercado imobiliário de Porto Alegre. A Melnick Even atua há 20 anos no Rio Grande do Sul e faz projetos residenciais de médio e alto padrão, além de salas comerciais. Já desenvolveu quase 30 empreendimentos e um total de 1,5 mil apartamentos. É dona ainda de uma empresa que gere as vendas das imobiliárias parceiras e de uma construtora de obras comerciais e industriais na região.Para realização da oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) foram contratados o BTG Pactual e o Itaú BBA. Procurada, a incorporadora não se manifestou.

Liderança. À frente da subsidiária está Leandro Melnick, que também acumula os cargos de presidente da Even e vice-presidente do conselho de administração. O empresário tornou-se manda-chuva do grupo após um raro caso de “oferta hostil” no setor. Em 2016, um grupo de acionistas liderado por Melnick, já sócio da Even à época, e o empresário gaúcho Alexandre Grendene, dono da calçadista Grendene, compraram um grande bloco de ações em Bolsa e assumiram o controle da paulista Even. Isso culminou na saída do então CEO e fundador, Carlos Terepins, que já tinha sido diluído no capital da empresa desde o IPO de 2007.

Corrida. Com o IPO da Melnick Even, o número de candidatas a estrear na Bolsa brasileira neste setor ainda este ano cresce: há mais de uma dezena de empresas construtoras e incorporadoras na fila. Juntas, podem captar R$ 15 bilhões.

Boom. Se tiverem sucesso, será a maior migração de empresas de construção à Bolsa em mais de uma década. O número de incorporadoras listadas passará de 21 para mais de 30 até o fim do ano. Nomes como Cury, Lavvi, You Inc e Riva9 estão em processos acelerados. Com os bilhões de reais no caixa, as empresas ganharão novo impulso. O setor vinha ampliando lançamentos e vendas desde meados de 2018, mas o movimento acabou interrompido pela quarentena.

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