Explosão em Paulínia não deve fazer Petrobrás acionar seguro

Explosão em Paulínia não deve fazer Petrobrás acionar seguro

Coluna do Broadcast

21 Agosto 2018 | 04h00

A explosão na madrugada de ontem, na Refinaria de Paulínia (Replan), em São Paulo, não deve fazer a Petrobrás acionar sua apólice de seguros para cobrir eventuais prejuízos. Isso porque o impacto financeiro mensurado até o momento deve ficar dentro da franquia da apólice, de até US$ 180 milhões.

Fresquinho. A Petrobrás renovou, em maio último, o seu programa de seguros no Brasil. O sindicato de seguradoras tem a norte-americana Chubb, na posição de líder, a japonesa Tokio Marine e a BB Mapfre, que seguem à frente do contrato que envolve mais de US$ 40 milhões em prêmios de seguros e alguns bilhões de reais em importância segurada.

Vale lembrar que a BB Mapfre, junto com a japonesa Sompo, também é a seguradora da Usiminas, que teve uma explosão no gasômetro na usina de Ipatinga há duas semanas.

Curioso. A Petrobrás não possui, contudo, seguro para lucros cessantes, que indeniza as companhias em caso de prejuízo pela interrupção de atividades. Considerada a maior refinaria da Petrobrás, a Replan fica a 118 km da capital paulista e tem capacidade para processar 415 mil barris diários de petróleo, respondendo por 20% de todo refino nacional.

Procurada sobre a possibilidade de acionar ou não o seguro por conta da explosão em Paulínia, a Petrobrás não comentou. A Chubb também não se manifestou.

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