Festival The Town, da família Medina, pode movimentar R$ 1,7 bi em SP

Festival The Town, da família Medina, pode movimentar R$ 1,7 bi em SP

Altamiro Silva Junior

27 de abril de 2022 | 05h40

Lollapalooza movimentou R$ 422 milhões na a cidade  de São Paulo  Foto: Taba Benedicto /Estadão

O Brasil entrou de vez na rota dos megafestivais internacionais de música. E um evento feito por brasileiros, o The Town, do mesmo time por trás do Rock in Rio, criado pela família Medina, pode ter o maior impacto bilionário na capital paulista. A Fundação Getúlio Vargas (FGV) estima que pode chegar a R$ 1,7 bilhão em efeitos diretos e indiretos para a cidade de São Paulo, onde os shows serão realizados em dois fins de semana de setembro de 2023.

O giro estimado é quatro vezes maior do efeito que o Lollapalooza gerou para a cidade. O festival teve impacto direto e indireto de R$ 422 milhões no fim de março, quando reuniu 302 mil pessoas. Com a diferença de que o festival americano foi feito em apenas um fim de semana. O The Town deve ser realizado no mesmo local, no autódromo de Interlagos entre os dias 2 e 10 de setembro.

Organização vai exigir contratação de milhares

A organização do The Town, com público estimado em 105 mil pessoas por dia, vai exigir a contratação direta de ao menos 14 mil pessoas. Ao todo são esperadas 360 mil visitantes únicos nos 5 dias do evento, isso sem levar em conta as pessoas que vão em mais de um dia, o que levaria o público total para mais de 600 mil pessoas.

Para calcular o impacto econômico do festival, a FGV fez uma série de estimativas. Primeiro, há os gastos diretos da organização do evento, que inclui impostos, contratações e alugueis. Há ainda os gastos que as pessoas vão fazer nos shows, em ingressos, alimentação, bebidas, transporte e, no caso de turistas, hotéis. A estimativa é que 50% do público seja de pessoas de São Paulo e do interior; outros 40% são de outros Estados e 10% de estrangeiros.

O impacto direto do The Town é estimado em R$ 1 bilhão. Só em tributos, o festival e seus frequentadores vão gerar gastos da ordem de R$ 192 milhões, estima a FGV. Já os patrocinadores, que incluem marcas como a Heineken, podem ter impacto econômico total de R$ 160 milhões.

O impacto indireto é estimado em R$ 708 milhões. Esse cálculo leva em conta a movimentação econômica gerada na cadeia produtiva da realização do festival, que incluem empresas de limpeza e segurança, fornecedores da indústria de bens de consumo e outros segmentos, como combustíveis.

Festival com ‘cara e jeito’ da cidade de São Paulo

O The Town foi anunciado em 2021 e ainda não tem atrações confirmadas. A empreitada na capital paulista é diferente do que aconteceu com a franquia Rock in Rio, que foi levada para outros países, como Portugal e Espanha, mantendo o nome original usado desde a primeira versão na capital carioca, em 1985. Como disse Rodolfo Medina, vice-presidente de Marketing e Parcerias do Rock in Rio, em palestra recente no Vtex Day, a ideia com o The Town foi criar um festival grandioso, multicultural, com a “cara e o jeito” da cidade de São Paulo.

 

Esta nota foi publicada no Broadcast no dia 26/04/22, às 16h57.

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