Fiagril amplia rede de lojas de insumos de olho na China

Coluna do Broadcast

15 de julho de 2019 | 05h00

Após sair do vermelho e registrar lucro de R$ 52 milhões em 2018, a distribuidora de insumos agrícolas Fiagril se prepara para expandir sua presença no País. Em junho, o conselho da companhia, controlada pela chinesa Dakang, aprovou a abertura de quatro lojas em pontos estratégicos, conta à coluna Luiz Gustavo da Silva, presidente da Fiagril. Duas delas serão inauguradas ainda este ano, em Mato Grosso – sede da empresa –, nos municípios de Querência e Água Boa. As outras duas, em Gurupi e Guaraí, no Tocantins, sairão do papel em 2020. Também está previsto aumentar a equipe comercial das lojas já existentes nos arredores da BR-163, uma das mais importantes regiões produtoras do País. A Fiagril mira dois alvos de uma só vez: a distribuição de insumos e o aumento do volume de soja exportada para a China, atendendo à orientação da controladora. “Para conseguir isso, precisamos crescer na distribuição”, diz Silva.

Tudo em casa

Com as novas lojas, a Fiagril terá acesso facilitado a lavouras de soja e milho. Por isso, tem dado prioridade ao barter na venda de adubos, defensivos, sementes e serviços – nessa modalidade, o produtor recebe os insumos para o plantio e paga só na colheita. Na safra 2018/19, a Fiagril recebeu 600 mil toneladas de soja e 600 mil de milho, metade por barter. Em 2019/20, a meta é levantar 750 mil t de soja, das quais 600 mil por barter, e 800 mil t de milho.

Sonho de consumo

Já a partir de 2020/21, a empresa quer obter exclusivamente por barter o grão de que precisa. Na atual safra, cerca de 150 mil toneladas de soja ainda serão compradas para atender à China, destino de toda a soja recebida pela Fiagril. O milho vai para o mercado interno. “Gostaria de chegar a 2 milhões de t de grãos via barter em três anos”, conta Luiz Gustavo da Silva. Ele sonha com novas lojas no Pará, “o Mato Grosso de 15 anos atrás”, que tem pastagens degradadas com potencial para plantio de soja. “Dá para abrir duas ou três lojas lá em três anos.”

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