Fintech europeia SumUp quer ser a primeira no Brasil a ter férias extras

Altamiro Silva Junior

31 de agosto de 2021 | 05h40

Empregados com ao menos três anos na SumUp têm direito a férias adicionais Foto: JB NETO/ESTADÃO

Em tempos de piora das condições de trabalho em muitas empresas, a fintech europeia SumUp, que este ano fez aporte de R$ 1,3 bilhão na operação brasileira, vai na direção contrária e resolveu trazer uma benefício praticamente inexistente no mercado de trabalho brasileiro: um mês de “férias extras”. Além dos 30 dias aos quais o funcionário já tem direito pela legislação, a ideia é dar mais 30 dias remunerados. Se quiser, pode até juntar as duas.

Para ter direito ao benefício, que na prática é uma licença remunerada de 30 dias, o requisito é ter ao menos 3 anos de casa. Outra exigência é que as “férias extras” não podem ser fracionadas, como acontece nas férias normais. O funcionário precisa tirar os 30 dias corridos.

No Brasil desde 2013, a SumUp emprega 1.000 pessoas, sendo 60% mulheres e 24% de identificadas ao público LGBTQIAP+. Lá, os empregados não são chamadas de funcionários, mas de “SumUppers” e o programa de férias adicionais recebeu o nome de “Break 4 Me”.

Segundo Naiana Buck, líder de People (gestão de pessoas) da SumUp para a América Latina, diz que o benefício deve contribuir muito para a saúde mental e a qualidade de vida dos funcionários, além de ajudar a reter talentos, em um mercado cada vez mais disputado.

Nascida como empresa de maquininhas de cartões, a SumUp oferece hoje mais produtos financeiros, inclusive empréstimos e banco digital, para micro e pequenos negócios. Criada na Europa em 2012, a fintech tem operações em 34 países.

 

Esta nota foi publicada no Broadcast+ no dia 30/08/21 às 14h08.

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