Fleury chega a 71 unidades no Nordeste com aquisição em PE e avalia novas compras

Fleury chega a 71 unidades no Nordeste com aquisição em PE e avalia novas compras

Luísa Laval

19 de outubro de 2021 | 16h35

Um dos alvos de interesse do Fleury é o grupo Alliar  Foto: Fleury

Após anunciar a compra do Laboratório Marcelo Magalhães em Recife (PE), o Fleury chega a 71 unidades no Nordeste e diz estar empenhado na estratégia de expandir sua rede de medicina diagnóstica. Essa foi a quinta aquisição na região em cinco anos e a 13ª do grupo de saúde no País nesse período.

“O Laboratório Marcelo Magalhães reforça essa nossa estratégia de crescer de forma saudável, com marcas reconhecidas e que trazem excelência”, afirma Jeane Tsutsui, CEO do Fleury. “É uma lógica para fortalecer um ecossistema de saúde, olhando para três pilares: medicina diagnóstica, em que continuamos crescendo de forma saudável; novos serviços de saúde e o campo de saúde digital, em que nossa plataforma Saúde iD vem se intensificando.”

A rede do Laboratório Marcelo Magalhães é tradicional na região metropolitana de Recife, com 64 anos de história e 13 unidades de atendimento. Entre julho de 2020 e julho de 2021, a empresa registrou receita bruta de R$ 114 milhões.

Segundo Tsutsui, o grupo continua avaliando novas aquisições, tanto no ramo de medicina diagnóstica, seu carro-chefe, quanto para oferecer novos serviços. “Temos um pipeline de avaliações de negócios que precisam fazer sentido, seja porque vamos capturar sinergias ou porque teremos bom retorno sobre investimos”, afirma.

Entre os alvos em estudo está o grupo Alliar, que foi o foco das atenções nos últimos meses, após ser disputado por grupos como Rede D’Or e o empresário Nelson Tanure. Segundo a executiva, não há novidades sobre o andamento da transação.

“Estamos avaliando não só esse, mas outros possíveis negócios, talvez com tamanho menor, mas seguindo nosso pipeline, com aquisições que façam sentido”, afirma.

O valor de avaliação (Enterprise Value) da compra da rede Marcelo Magalhães é de R$ 384,5 milhões, com múltiplo estimado de 7,5 vezes o EV/Ebitda para o ano de 2024, considerando as sinergias a serem capturadas após a conclusão da transação.

O preço foi considerado salgado pelo analista Mauricio Cepeda, do Credit Suisse, embora a transação esteja em linha com o core business do Fleury. Ele aponta que o negócio requer sinergias significativas para justificar o múltiplo de 3,4 vezes do EV sobre as vendas.

 

Esta nota foi publicada no Broadcast+ no dia 18/10/2021 às 18h47.

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