Copel avalia aquisição da Rio Energy e pode pagar até R$ 5 bilhões

Copel avalia aquisição da Rio Energy e pode pagar até R$ 5 bilhões

Wilian Miron

14 de janeiro de 2022 | 05h10

Estatal quer ampliar fontes eólica e solar em seu portfólio de geração de energia Foto: Werther Santana/Estadão

Interessada em expandir a participação das fontes eólica e solar para 25% do seu portfólio de geração de energia nos próximos anos, a Copel avalia a compra da Rio Energy, que está à venda por R$ 5 bilhões, disseram ao Broadcast Energia fontes próximas à empresa. Outro ativo de geração renovável disponível no mercado e que a estatal paranaense teria avaliado é a Ibitu Energia (antiga Queiroz Galvão Energia), que hoje está sob gestão da norte-americana Castlelake.

“São dois ativos grandes, que podem agregar [à empresa] projetos de solar e eólica, e a aquisição de um deles colocaria a empresa em outro patamar, em termos de geração de energia”, disse uma das fontes.

Hoje, uma das alternativas colocadas à mesa seria a Copel fazer uma oferta pela Rio Energy, que no ano passado desistiu de abrir capital na Bolsa. Conforme apurou o Broadcast Energia, essa transação poderia acontecer com a participação de um parceiro.

Caso a operação de fato ocorra, a estatal paranaense acessaria um portfólio de aproximadamente 1,1 gigawatt (GW) em projetos em operação comercial ou em implantação na Bahia e no Ceará. De acordo com as fontes, o valor pedido pela Denham Capital pela empresa é de aproximadamente R$ 5 bilhões.

Equinor e chineses

Segundo outra fonte a par das negociações, além da Copel, os ativos têm atraído empresas tradicionais do setor elétrico, fundos de investimentos, grupos chineses e empresas da área de petróleo e gás, como a Equinor.

Outra companhia que teria avaliado esses ativos é a Eneva, que optou por uma fusão com a Focus Energia. “Essas empresas de renováveis estão num momento propício, porque há forte demanda por esses ativos no mercado, inclusive quem vinha desenhando IPO no ano passado e viu a janela se fechar antes da oferta, agora caminha para operação de fusão e aquisição no mercado”, afirmou a fonte.

De acordo com uma terceira pessoa com conhecimento das operações, a venda da Ibitu é considerada um pouco mais complexa, uma vez que a empresa é parte da Queiroz Galvão, em recuperação judicial. Contudo, dado o apetite de investidores por ativos de geração eólica e solar, há grandes chances de a venda da companhia ocorrer nos próximos meses. “Ela tem a questão creditícia, uma dívida na CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica) e outras coisas. Mas, se tudo correr bem, essa operação fecha no primeiro semestre”.

Procuradas, Rio Energy e Equinor disseram que não comentam processos comerciais ou negociações. Já a Copel disse que avalia todas as oportunidades do mercado, mas evitou comentar este processo.

 

Esta nota foi publicada no Broadcast Energia no dia 13/01/22, às 16h35.

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