Fora do planos do BNDES, venda de ações da Vale foi provocada por comprador

Fora do planos do BNDES, venda de ações da Vale foi provocada por comprador

Fernanda Guimarães

17 de novembro de 2020 | 05h00

Foto: Wilton Junior/Estadão

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que acertou nesta segunda-feira a venda de R$ 2,5 bilhões em ações da Vale para a mesa proprietária do banco norte-americano Morgan Stanley, foi surpreendido pelo apetite do comprador. Não estava nos planos do banco de fomento fazer essa venda agora. Quem provocou a operação foi o Morgan Stanley. Realizado por meio da corretora do Bradesco, o negócio começou com a venda de 27 milhões de ações e, com a disponibilidade do vendedor, subiu para 40 milhões. No mercado, a aposta é que o comprador, por meio do Morgan Stanley, seja o fundo norte-americano Capital Group, que já vinha aumentando sua fatia na Vale. Procurado, o Capital Group não respondeu a pedido de entrevista.

Longo caminho. O BNDES, que tem dado tração à venda de sua carteira de renda variável – apenas este ano, levantou R$ 45 bilhões. Além da Vale, foram feitas vendas de fatias na Petrobras, na Suzano e no Banco do Brasil.

Recorde. O banco de fomento ainda tem 119 milhões da ações da mineradora. Os papéis que foram a mercado hoje puderam ser vendidos após o fim do período de restrição (lock up) de 90 dias. O acordo para o intervalo nas vendas foi acertado em agosto e terminou na semana passada. O BNDES havia feito uma venda em bloco de R$ 8 bilhões com outro lote de papéis da Vale. Foi o maior da história da América Latina.

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