Formulário de referência para novo código de governança divide opiniões

Coluna do Broadcast

17 de fevereiro de 2017 | 05h00

A criação de um documento autônomo, adicional ao atual Formulário de Referência, tem dividido o mercado. O documento serviria para abarcar informações que precisarão ser apresentadas a investidores no novo Código Brasileiro de Governança Corporativa. O assunto está em audiência pública e, apesar de árduo, se tornará uma obrigação para as companhias de capital aberto. No novo código, as companhias que não praticarem os princípios de governança terão que se explicar ao mercado de capitais no formulário de referência ou no novo documento.

Dois lados
O presidente do IBGC, Emilio Carazzai, tem defendido publicamente que as práticas sejam incluídas no próprio Formulário de Referência. Na CVM, por outro lado, há divisão. Uma das preocupações de quem quer separar as informações é que, como tais documentos são itens obrigatórios no lançamento de ofertas, torná-los mais complexos poderia, por exemplo, inibir aberturas de capital, que começam, agora, a aparecer no mercado. Os que não concordam com um documento adicional dizem que pode haver um aumento marginal de custo, ainda que, se a empresa oferecer, de fato, oportunidades atraentes, os benefícios mais do que compensariam os eventuais custos adicionais.

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