Fornecedores brasileiros da indústria de petróleo começam a sentir reação

Coluna do Broadcast

07 Dezembro 2018 | 04h00

Pela primeira vez, desde que a Petrobrás mergulhou no plano de reestruturação por conta de sua dívida bilionária, os fornecedores brasileiros de equipamentos da área começaram a perceber uma reação nos negócios. Segundo Alberto Machado, diretor-executivo da área de petróleo, gás natural e petroquímica da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), nos últimos quatro anos, muitas associadas quebraram, saíram do segmento ou viraram apenas representantes de fornecedores multinacionais. As demissões foram muitas. Agora, diz ele, a roda voltou a girar.

Tique-taque. Entre os motivos, estão a pulverização dos investimentos em projetos menores por parte da Petrobrás, a entrada de novos operadores no mercado e até mesmo os desinvestimentos da estatal. Parados quando estavam nas mãos da petrolífera, eles agora começam a funcionar e a gerar negócios. O novo Repetro, o regime fiscal que permitiu agora a pulverização das importações, também tem ajudado. Para Machado, a indústria está chegando num ponto em que deixa de depender exclusivamente da Petrobrás para ter mais alternativas de mercado.

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