Fundo investe US$ 43 mi em agtechs na América Latina

Coluna do Broadcast

24 de junho de 2019 | 05h00

O The Yield Lab, fundo de investimentos focado em agtechs, acaba de abrir um escritório no Brasil e se prepara para investir em startups voltadas ao agronegócio no País. O foco serão soluções para “além da porteira”, como as relacionadas a logística, crédito, seguro, vendas online e rastreabilidade. “É onde vemos mais problemas e também oportunidades de retorno a investidores”, diz Kieran Gartlan, diretor-geral do fundo no Brasil. Recém-saído da Bolsa de Chicago, maior bolsa mundial de commodities agrícolas, onde atuava desde 2010, Gartlan diz que o plano contempla investimentos em outros países da América Latina.

Serão US$ 3 milhões para empresas em estágio inicial de atuação e US$ 40 milhões para agtechs mais robustas, avaliadas em US$ 5 milhões a US$ 10 milhões. As agtechs “novatas” devem receber cerca de US$ 100 mil em 3 anos – seis empresas por ano, sendo duas ou três do Brasil. Já das startups mais maduras, serão selecionadas 28 a 30 da região, das quais 10 a 12 brasileiras, em cinco anos. O valor médio individual será de US$ 1 milhão a US$ 3 milhões.

Mentores

O The Yield Lab foi fundado em 2014 por ex-executivos de grandes companhias do agronegócio global, como Monsanto e John Deere, e por outros fundos de investimento ligados ao setor. De lá para cá, investiu em 40 empresas em todo o mundo. Na América Latina, abriu escritórios na Argentina e no Brasil. O próximo na região será no Chile, até o fim do ano.

Além do dinheiro

Dos US$ 40 milhões que o fundo pretende aportar nas agtechs mais consolidadas, aproximadamente 20% devem vir de grandes empresas de grãos, insumos agrícolas, maquinário e outros segmentos, conta Gartlan. Além de contribuir com recursos financeiros, elas serão importantes para validar as tecnologias e seu potencial de mercado. O The Yield Lab já está conversando com algumas. “Várias demonstraram interesse”, diz o executivo.

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