Fundos imobiliários já têm R$ 5,4 bilhões de emissões para 2021

Fundos imobiliários já têm R$ 5,4 bilhões de emissões para 2021

Circe Bonatelli

03 de janeiro de 2021 | 05h00

Foto: Tiago Queiroz/Estadão

Um dos segmentos do mercado financeiro que mais cresceu nos últimos anos vai iniciar 2021 aquecido. Neste momento, existem 18 emissões de fundos de investimentos imobiliários (FIIs) em andamento ou já programadas para começar no ano novo. Juntas, elas totalizam R$ 5,4 bilhões, de acordo com levantamento feito a pedido da Coluna pelo Ticker11, central de conteúdos especializados no setor. O montante corresponde a 12% do volume de cotas emitidas em todo o ano de 2020, o que indica que investidores seguem com apetite por esta classe de ativos, mesmo após as turbulências provocadas pela pandemia.

Público-alvo. Do total de emissões para 2021, R$ 3,5 bilhões (64,8%) são ofertas públicas, em que qualquer um pode participar. A parcela restante de R$ 1,8 bilhão (35,2%) são processos restritos a investidores profissionais, isto é, donos de um patrimônio mínimo aplicado de R$ 10 milhões.

Pop. A indústria de fundos imobiliários quase dobrou neste ano em número de participantes, totalizando 1,136 milhão até novembro, segundo boletim da B3. No fim de 2019, eram 645 mil, e no fim de 2015, apenas 89 mil. Com a queda na taxa de juros, cada vez mais pessoas têm buscado diversificar suas aplicações. Também pesa o fato de que o brasileiro gosta de comprar imóveis.

Liderança. A maior oferta em andamento é do fundo XP Logística. Ele chegou à sua quinta emissão de cotas, no valor total de R$ 720 milhões, sendo R$ 600 milhões no lote principal mais R$ 120 milhões no adicional. O fundo é especializado em galpões para abrigar pequenas indústrias, varejistas e, principalmente, centros de armazenagem e distribuição de mercadorias. Este ramo decolou junto do comércio eletrônico durante a pandemia.

Pódio. A segunda oferta mais volumosa é do fundo Kinea Renda Imobiliária (sétima emissão de cotas, R$ 690 milhões incluindo lote adicional), voltado para gestão de imóveis comerciais e galpões logísticos. O terceiro da lista é o BTG Agro Logística (oferta inicial, R$ 600 milhões ao todo), um estreante que vai focar numa classe de ativos pouca exploradora por agentes do mercado financeiro: os imóveis que dão suporte ao agronegócio, como terras, silos e terminais.

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