Fundos imobiliários podem começar onda de reavaliação de ativos

Fundos imobiliários podem começar onda de reavaliação de ativos

Fernanda Guimarães

10 de janeiro de 2020 | 05h00

Foto: Felipe Rau/Estadão

Depois de uma forte alta no valor das cotas dos fundos imobiliários no ano passado, um movimento começou a ser observado no mercado: alguns fundos viraram o ano com o valor patrimonial maior. O Vinci Shopping Centers, por exemplo, fez uma reavaliação dos imóveis de sua carteira, que conta com a participação em 12 shoppings, entre eles, o Granja Vianna.

Salto. Os imóveis do fundo foram avaliados a mercado pela empresa CBRE, resultando em valor 17,2% superior ao valor contábil anterior. Outros fundos, o Vinci Logística e o Hedge Brasil Shopping também passaram por reavaliação, com 5,2% e 15,6% de ajuste, respectivamente.

Descompasso. Desde maio do ano passado, um fenômeno inédito atingiu a indústria de fundos imobiliários no Brasil: o valor de mercado dos fundos, por conta da elevada valorização das cotas, superou o valor patrimonial. Em novembro, conforme últimos dados da B3, o valor patrimonial dos fundos estava em R$ 80,6 bilhões, ante um valor de mercado de R$ 89,1 bilhão.

É ou não é? A discussão entre investidores – muitos novos nessa indústria – é se o setor vive uma bolha, já que investidores estão topando comprar algo como 30% além de seu valor contábil. Ontem, o Ifix, o índice dos fundos imobiliários na B3, fechou em queda de 2,89%, a maior baixa diária desde maio de 2017, dia de estresse no mercado com o “Joesley Day”, que levou para baixo todo o mercado.

Susto. Especialistas apontam, contudo, que o movimento foi um ajuste com investidores embolsando lucros, depois da forte alta dos fundos em dezembro. No ano, o Ifix acumula alta de mais de 30%. O número de investidores nos fundos imobiliários é de cerca de 600 mil. Em 2017, esse número estava na casa dos 100 mil.

Notícia publicada no dia 09/01/2020, às 11:28:22

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