Fundos que investem em arbitragem crescem em meio à pandemia no Brasil

Fundos que investem em arbitragem crescem em meio à pandemia no Brasil

Fernanda Guimarães

18 de junho de 2020 | 05h04

De um lado, investidores em busca de rentabilidade em tempos de juro real zero. De outro, o aumento no número de litígios, alguns provocados pela crise deflagrada pela pandemia. Juntos, formaram a equação perfeita para um mercado inusitado: o de fundos que investem em processos de arbitragem. Ferramenta para solução de conflitos no mundo empresarial, os processos arbitrais têm custos altos para padrões brasileiros. A estimativa é que, em casos da ordem de R$ 50 milhões, os custos totais variem de R$ 500 mil a R$ 1 milhão, na média.

Alto risco. Assim, começaram a surgir fundos no Brasil e estrangeiros que pagam todas as despesas da arbitragem para um dos lados, em troca de uma parte do ganho financeiro da causa, em caso de vitória. Em uma eventual perda, o dinheiro gasto pelo fundo não é devolvido – é um investimento de risco. Dentre os fundos que já atuam no Brasil, estão nomes como a Jus Capital, Lex Finance, Leste Litigation Finance e o inglês Harbour Litigation Founding. Ao grupo se juntam ainda Quadra, Jive e o suíço Carpentum Capital.

Contato: colunabroadcast@estadao.com

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