Gaia se mune de provas e insiste em falência da Urbplan, do Carlyle

Gaia se mune de provas e insiste em falência da Urbplan, do Carlyle

Coluna do Broadcast

17 Setembro 2017 | 05h00

A Gaia Securitizadora, que já pediu, no ano passado, falência da Urbplan, empresa de loteamento controlada pelo fundo americano Carlyle, está se movimentando para provar na Justiça que a companhia está sendo esvaziada, em detrimento dos credores detentores dos Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs). O caso envolve pouco mais R$ 500 milhões em CRIs. A securitizadora quer fazer valer o pedido de falência solicitado em 2016, alegando que a companhia está em situação de “insolvência notória” e que foi “abandonado pelo Carlyle”.

Pulou fora
A argumentação, segundo a Gaia, ganha força porque, no final de agosto, o Carlyle decidiu em assembleia fazer a liquidação do fundo pelo qual controla indiretamente a Urbplan. Para a securitizadora, essa é uma sinalização de sua saída da operação da loteadora, dias antes de contratar a IVIX Value Creation, empresa especializada em reestruturação de companhias.

Saco vazio
Outro argumento usado pela Gaia para fundamentar a falência é que o Carlyle constituiu um fundo, chamado de Itapeva VIII, para o qual a Urbplan transferiu 85% da carteira de seus recebíveis de maio de 2015 a maio de 2016, depois de ter decidido não aportar mais capital na loteadora. A explicação do Carlyle é que tais recebíveis foram os dados como garantias em empréstimo que o próprio fundo fez à Urbplan, quando as torneiras de bancos já tinham fechado para a empresa. Os recursos de tal empréstimo foram direcionados a compromissos com consumidores, impostos e passivos trabalhistas.

Com a palavra
Procurada, a securitizadora informa que “por regra atinente ao mercado financeiro, a Gaia Securitizadora possui o dever de manter sigilo sobre determinadas informações, se reservando a este direito, sobretudo sob risco de afetar as estratégias traçadas”. Carlyle e Urbplan não responderam.

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