Galpões logísticos alugam em 6 meses 76% do feito no ano passado inteiro

Galpões logísticos alugam em 6 meses 76% do feito no ano passado inteiro

Circe Bonatelli

04 de agosto de 2020 | 05h03

Setor de expedição de varejista têxtil. Crédito da foto JF Diorio /AE

O setor de galpões logísticos tem consolidado sua pole position do mercado imobiliário neste ano. A demanda vem aquecida especialmente por parte de empresas que precisam ampliar os centros de armazenagem e distribuição de mercadorias, para dar conta do salto do comércio eletrônico na quarentena. Só no primeiro semestre, a quantidade de galpões alugados no Estado de São Paulo foi equivalente a 76% do realizado em todo o ano de 2019. As locações atingiram 394 mil metros quadrados no primeiro semestre (valor líquido, já descontadas as áreas devolvidas), de acordo com a consultoria NewMark Knight Frank.

Em alta. O motivo que acelerou a procura pela categoria foi a expansão dos negócios por parte de empresas grandes no comércio eletrônico, além do início de vendas online por varejistas que ainda não tinham entrado no ramo, mas se viram forçadas a acelerar essa iniciativa por causa do fechamento das lojas físicas durante a quarentena.

De mudança. Entre as empresas que contrataram novos espaços nos últimos meses estão Mercado Livre, Amazon, Lojas CEM, Leroy Merlin e a Kuehne + Nagel (multinacional suíça de transporte e logística). Juntas, elas representam aproximadamente um quarto das locações no semestre.

Quanto custa. Com isso, o mercado de galpões no Estado de São Paulo chegou ao fim de junho com 17,7% dos imóveis vagos, menor que os 18,8% do fim de março. Nesse mesmo período, o preço médio pedido do aluguel por metro quadrado subiu de R$ 17,3 para R$ 18,4 (alta de 6,3%).

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