General Atlantic vende ações da XP em oferta e lucra 9.200% na operação

General Atlantic vende ações da XP em oferta e lucra 9.200% na operação

Fernanda Guimarães

02 de julho de 2020 | 09h05

Foto: Matheus Lombardi/Divulgação

Há um pouco menos de oito anos, o fundo de private equity General Atlantic (GA) adquiriu uma fatia de 31% na XP Investimentos por R$ 430 milhões, o que na época avaliou a empresa em R$ 1,38 bilhão. Hoje, com a XP valendo cerca de R$ 130 bilhões na bolsa norte-americana Nasdaq, o fundo embolsou US$ 830,255 milhões (cerca de R$ 4,4 bilhões) por uma fatia de 2,5% do capital da maior corretora do País.

O lucro na venda dessa fatia foi da ordem de 9.200%. A ação da XP foi precificada na noite de ontem em sua oferta subsequente em US$ 42,50, girando um total de US$ 955 milhões (R$ 5 bilhões). Desse total, US$ 124,5 milhões foram de venda de ações de sócios da XP. A demanda superou a demanda em mais de cinco vezes, segundo fontes.

Na oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês), em dezembro do ano passado, quando a XP estreou avaliada em R$ 60 bilhões, a GA vendeu um pedaço. Antes havia vendido um pouco ao Itaú Unibanco, em 2017, momento que a XP foi avaliada em cerca de R$ 12 bilhões. O fundo segue no capital da empresa, agora com uma fatia de cerca de 9%.

O follow on concluído hoje foi apenas secundário, ou seja, com a venda de ações detidas por acionistas, sem nenhum recurso indo para o caixa da empresa, que ainda está recheado, cerca de seis meses após o IPO. Além do General Atlantic, que se desfez de 19.535.420 ações, o que representava cerca de 20% de sua posição, venderam ações também na oferta a “XP Controle”, com um total de 2.930.313 ações, o correspondente a 4% da posição do grupo.

Essa última venda pelo grupo de controle, contudo, foi feita para pagar outros sócios que saíram e impostos, e não para monetizar a posição, apurou o Broadcast.

Outro fundo acionista da XP, com uma fatia de 2,1%, é a Dynamo, que havia vendido parte no IPO, mas não participou do follow on. E nem o Itaú Unibanco, que possui 46,1% da companhia, e que recentemente se envolveu em uma briga pública com a XP. O Itaú também não vendeu nada no IPO.

Foram coordenadores da oferta a própria XP Investimentos, ao lado de Morgan Stanley, Goldman Sachs e J.P. Morgan. A XP estreou na Nasdaq em dezembro do ano passado, em uma oferta de US$ 2,25 bilhões

Contato: fernanda.guimaraes@estadao.com

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