Gestora Brio, do ramo imobiliário, vai entrar em mercado de crédito podre

Gestora Brio, do ramo imobiliário, vai entrar em mercado de crédito podre

Circe Bonatelli

03 de junho de 2022 | 05h30

Gestora trabalha com financiamento de construtoras   Foto: Werther Santana/Estadão

A gestora de recursos Brio Investimentos, especializada no setor imobiliário, está preparando um novo fundo. Desta vez, a casa fará sua estreia no segmento de crédito podre (dívidas vencidas e não pagas), que atendem pelo nome formal de non-performing loans (NPLs, na sigla em inglês). Para essa jornada, a Brio iniciou a captação de até R$ 100 milhões em um fundo de direitos creditórios (FIDC).

A gestora, que trabalha com financiamento de construtoras e permuta de terrenos, não vai olhar apenas o seu setor de origem, mas todos os tipos de créditos podres, com preferência para modalidades de financiamentos que tenham ativos imobiliários ou rurais como garantia. O foco está na compra cirúrgica de pequenas carteiras, em operações de R$ 5 milhões a R$ 40 milhões, que são pouco visadas pelas grandes empresas do ramo.

Inadimplência tem contaminado operações de crédito

Diante dos problemas da economia brasileira – marcada por inflação, juros e desemprego elevados – a inadimplência contaminou muitas operações de crédito e abriu uma oportunidade de mercado. Apesar do nome aparentemente pejorativo, a comercialização de créditos podres é uma forma de desonerar bancos e empresas que carregam as dívidas vencidas em seus balanços e precisam manter provisões. Por parte da compradora, é possível ganhar dinheiro na recuperação da dívida principal, ainda que via oferta de descontos aos inadimplentes.

 

Esta nota foi publicada no Broadcast no dia 02/06/22, às 16h44

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