Gestora Jive procura comprador para a incorporadora Viver

Gestora Jive procura comprador para a incorporadora Viver

Circe Bonatelli

16 de novembro de 2021 | 05h00

Foto: Nilton Fukuda/Estadão

Com o fim da recuperação judicial da Viver, a Jive, maior acionista da incorporadora, considera sua missão cumprida e prepara a saída do negócio, apurou a Coluna. A gestora é especializada em comprar ativos problemáticos (na baixa) e arrumar a casa para, mais tarde, vendê-los (na alta). Essa estratégia está sendo seguida à risca na Viver: nos últimos meses, já vendeu ações e agora mantém conversas com parceiros estratégicos para assumir a empresa.

A Viver foi a primeira incorporadora listada na Bolsa a entrar em recuperação judicial, em 2017, abalada pela crise dos distratos. A Jive tornou-se a maior acionista nos idos de 2018, quando comprou financiamentos imobiliários contraídos pela incorporadora junto ao Bradesco, além de converter dívidas diretas da companhia em ações.

Sua participação na Viver chegou a 50%. Hoje, está em 25%. Em junho e agosto, a Jive fez duas grandes alienações, aproveitando para embolsar uma bolada com a valorização dos papéis quando a incorporadora saía da recuperação. No começo de junho, as ações estavam cotadas a R$ 2,39. Dias depois chegaram a bater em R$ 9,41 e fecharam o mês de junho em R$ 5,19. No último pregão, de 12 de novembro, voltaram a R$ 2,01, em meio às turbulências que chacoalharam a B3.

A Jive prepara uma saída suave da Viver e pretende apoiar a incorporadora em suas operações enquanto isso. A empresa passou anos em reestruturação, sem lançar nenhum projeto. Em vez disso, teve que lidar com obras inacabadas e processos de consumidores e fornecedores – o que ainda não acabou. Em setembro, a companhia relançou um empreendimento em Goiânia.

O valor de mercado da Viver é de R$ 282 milhões. O que há de mais precioso ali é o seu banco de terrenos, avaliados de R$ 160 milhões, sendo 40% em São Paulo. Outro negócio interessante é a Solv, braço criado para terminar obras que ela própria deixou inacabadas. A ideia é que a subsidiária amplie suas operações e cuide também de esqueletos de terceiros (no último trimestre já incorporou um projeto de fora do grupo, na Vila Mariana), podendo representar 50% do faturamento da Viver nos próximos anos.

 

Esta reportagem foi publicada no Broadcast+ no dia 15/11, às 15h38.

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