Gestoras de crédito podre querem apenas carteira da Emgea

Gestoras de crédito podre querem apenas carteira da Emgea

Coluna do Broadcast

25 de agosto de 2019 | 11h21

A inclusão da Emgea, gestora de créditos do Governo Federal, na lista do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI) animou os players do mercado de recuperação de empréstimos vencidos (NPL, na sigla em inglês). O interesse, porém, está centrado nas carteiras e, principalmente, nos valores dos imóveis dados em garantia nos financiamentos imobiliários e não em toda a empresa. Ao fim de junho, a carteira de crédito da Emgea somava cerca de R$ 7 bilhões e seu lucro líquido no segundo trimestre mais que dobrou, para quase R$ 170 milhões ante o mesmo período do ano passado.

Pedra no sapato. Criada em 2001, ainda na gestão do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, a empresa tinha data de validade, que foi sendo postergada nos últimos governos. Nos últimos anos, adquiriu bilhões em empréstimos vencidos, os chamados créditos podres, da Caixa Econômica Federal até o Tribunal de Contas da União (TCU) intervir e paralisar as cessões de carteira.

Dobro. A oferta da Emgea à iniciativa privada ocorre em meio à tentativa do Banco do Brasil de também se desfazer da sua empresa de créditos podres, a Ativos. Apesar de uma eventual “concorrência”, players desse mercado acreditam que há demanda suficiente para as duas até mesmo porque as noivas no segmento são poucas. O interesse, de novo, está nas carteiras de créditos.

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