Gigante de cripto de Cingapura vai investir R$ 250 milhões no Brasil

Gigante de cripto de Cingapura vai investir R$ 250 milhões no Brasil

Altamiro Silva Junior

28 de abril de 2022 | 05h15

Corretora de Cingapura patrocina equipe inglesa de Fórmula 1 Oracle Red Bull  Foto: Bybit

A corretora Bybit, gigante de cripto de Cingapura, escolheu o Brasil para marcar sua expansão pelas Américas. Para ganhar terreno no disputado mercado brasileiro, que vem atraindo nomes de peso do exterior enquanto o marco regulatório avança no Congresso, pretende investir ao menos R$ 250 milhões no País (US$ 50 milhões). O grupo está montando um escritório em São Paulo e procura um executivo para tocar a operação local, além de buscar outras contratações. O objetivo é ter aqui o tamanho que a Bybit tem no mundo, onde se apresenta como uma das cinco maiores corretoras de ativos digitais do planeta.

Apesar do investimento definido para o país, a Bybit avisa que não há um limite estipulado. “Estamos preparados para investir pesado nesse mercado e não temos um teto definido”, afirma o comando da empresa em Cingapura.

O grupo também pretende explorar parcerias, patrocínios e outras oportunidades de investimento no mercado local. Nos esportes, a corretora de Cingapura já patrocina a equipe inglesa de Fórmula 1 Oracle Red Bull e quer ser o principal mercado de negociação para os NFTs da equipe. O NFT é um token criptográfico que representa a escuderia.

Empresa quer atrair pessoas físicas e investidores institucionais

No Brasil, a Bybit quer atrair tanto pessoas físicas como investidores institucionais. A corretora já criou uma versão em português de sua plataforma. No mundo, tem seis milhões de clientes cadastrados e ativos. Em volume, transaciona mais de US$ 10 bilhões em moedas virtuais por dia, segundo dados da CoinMarketCap, a principal plataforma de monitoramento do setor.

A empresa foi criada em março de 2018 e, para evitar invasões por hackers de seus sistemas de negociação e vazamentos de dados, afirma investir cerca de 25% do orçamento em segurança para proteger sua infraestrutura, quase o dobro da média das corretoras de cripto.

Com o avanço do marco regulatório das criptomoedas, que foi aprovado terça-feira no Senado e agora será votado na Câmara, o Brasil entrou no radar das grandes corretoras internacionais desses ativos. Além da Bybit, OSL, sediada em Hong Kong, também está abrindo operações no País.

 

Esta nota foi publicada no Broadcast no dia 27/04/22, às 15h35.

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