Governança sugerida por Caixa minguou apetite da Francesa CNP

Governança sugerida por Caixa minguou apetite da Francesa CNP

Aline Bronzati

24 de janeiro de 2020 | 05h00

FOTO: ANDRE DUSEK/ESTADAO

Magoada e decepcionada. Essas foram as palavras que a francesa CNP Assurances usou para resumir seu sentimento em relação às novas parcerias da Caixa Econômica Federal em seguros, segundo interlocutores próximos à seguradora. Sócia do banco público nas duas últimas décadas, o grupo não levou mais nenhum negócio da Caixa até agora, além das três parcerias que já tinha garantido nas áreas de previdência, prestamista (atrelado ao crédito) e seguro de vida.

Sem sex appeal. Pesou no apetite da francesa o modelo de governança sugerido pela Caixa nas joint ventures. Não a impediu de fazer propostas pelos negócios oferecidos ao mercado. A matriz em Paris, porém, orientou cautela nas negociações.

Mudança. Além de 75% do resultado, a Caixa também determinou que indicaria o presidente, o diretor financeiro e comercial de cada sociedade. O modelo é bem diferente do anterior, quando a Caixa não era representada na diretoria de sua própria seguradora. As exigências, contudo, diminuíram o apetite da CNP.

Mais do mesmo. A visão da CNP é de que o movimento da Caixa em seguros é uma ‘reestatização’ do negócio. Já a Caixa vê no novo modelo uma gestão mais atual e compartilhada. Procuradas, CNP e Caixa não se manifestaram.

Vale lembrar. A francesa comprou o controle da Caixa Seguradora das mãos da Funcef, fundo de pensão dos funcionários da Caixa, em 2001, após determinação regulatória proibir fundações de terem participações acima de 25% do capital de uma empresa. A CNP levou o negócio com uma oferta de R$ 1 bilhão por um prazo de 20 anos, que termina no ano que vem.

 

Notícia publicada no Broadcast no dia 23 de janeiro, às 16:05:20

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