GPA teve ofertas para vender operações maduras, mas não levou adiante negociações

GPA teve ofertas para vender operações maduras, mas não levou adiante negociações

Talita Nascimento

30 de julho de 2021 | 05h00

 

Empresa diz estar aberta a avaliar novas propostas  Foto: Felipe Rau/Estadão

Apesar de não ter um plano de vendas de ativos estruturado como o de seu controlador Casino, o GPA,  dono do Pão de Açúcar e do Extra recebeu ofertas por operações maduras e que não fazem parte de seu negócio principal. Estão nessa lista ativos da Argentina e do Uruguai (do Grupo Éxito, controlado pelo GPA), bem como farmácias, postos de gasolina e algumas propriedades imobiliárias no Brasil. “Recebemos propostas por alguns desses ativos”, disse o presidente do GPA, Jorge Faiçal à Coluna, sem detalhar quais teriam recebido as ofertas, os interessados ou o preço oferecido. “São todas operações com as quais ganhamos dinheiro, sendo que só o Uruguai representa 9% da margem Ebitda (lucro antes de impostos, depreciação, amortização e juros, da sigla em inglês) da América do Sul. Portanto, não faz sentido vender nenhum desses ativos barato.” Em suas palavras, as propostas recebidas eram insuficientes em relação à valorização que acreditavam justa.

Guillaume Gras, diretor financeiro do GPA, afirmou que o grupo está aberto a avaliar novas propostas. Como não há necessidade de caixa, porém, reiterou que as operações não serão vendidas a qualquer preço. Gras também disse que o Éxito na Colômbia, onde está a matriz dessa operação, não foi posto à venda.

“Ativo de muito valor”

Sobre o delivery James, ainda não foi tomada qualquer decisão em relação a uma eventual venda. Até antes da pandemia, o grupo tinha clareza sobre a importância de desenvolver a própria operação para a entrega do varejo de alimentos. Com concorrentes de várias áreas investindo pesado no segmento, no entanto, o cenário mudou. “Se continuássemos com a mesma estratégia, perderíamos participação de mercado”, diz Faiçal.

O James é uma empresa independente dentro do GPA e tem privilégios sobre concorrentes diretos. Para ele, continua como parte importante da estratégia, mas não mais entre as centrais. “Não há decisão sobre a venda do James porque ele tem uma base importante de consumidores fiéis, que tiveram um custo alto de aquisição, e não queremos ter o risco de perdê-la”, diz.

Sobre uma eventual venda do GPA como um todo, por parte do Casino, a direção brasileira diz apenas que o grupo não faz parte dos ativos a serem negociados. O Casino planejava vender 4,5 bilhões de euros em ativos e já conseguiu 3 bilhões de euros. “O GPA é um ativo de muito valor, com potencial de crescimento forte”, diz Gras. “Mas não respondemos pelo Casino.”

Esta nota foi publicada no Broadcast+ no dia 29/07/2021, às 14h29.

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