Grupo de logística Move3 compra startup para fortalecer última milha no e-commerce

Grupo de logística Move3 compra startup para fortalecer última milha no e-commerce

Elisa Calmon

19 de junho de 2022 | 06h30

Compra da transportadora visa entrega do e-commerce. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O Grupo MOVE3 anuncia a aquisição da transportadora Rodoê Entregas, especializada em ‘last mile’, a entrega final para o cliente, para e-commerce. O valor da transação não foi divulgado, mas faz parte do recorte de R$ 50 milhões da holding para fusões e aquisições em 2022. O bom momento para o comércio eletrônico, mas os desafios macroeconômicos, incluindo alta dos combustíveis, motivaram a operação, contam os CEOs das companhias ao Broadcast.

“Queremos unir forças e ter mais musculatura para enfrentar as dificuldades atuais com mais poder de distribuição e sinergia “, diz o sócio da Rodoê Entregas, Valdeir Jubertoni. A expectativa é utilizar a malha aérea da holding compradora, assim como a estrutura de franquias e de ponto de retirada, para expansão dos serviços, com planos para oferecer Same Day Delivery e logística reversa.

A Rodoê, focada na entrega de produtos de moda, autopeças, cosméticos e cama, mesa e banho, está presente em 15 Estados no País e tem a atuação em mais de 1800 cidades. A transportadora oferece serviços como entrega expressa, econômica e omnichannel, e prevê um faturamento de R$ 60 milhões em 2022.

Desafios

Apesar da escalada da inflação e do preço dos combustíveis, o CEO do Grupo MOVE3, Guilherme Juliani, enxerga um cenário positivo tanto para o setor de logística quanto para o de e-commerce. “O cenário geral no Brasil não é bom, mas o transporte e o comércio digital operam na contramão”, afirma, destacando a chegada de muitas empresas de marketplace e transportadoras de fora do Brasil ao País.

A holding, responsável por empresas como Flash Courier, Moove+, Moove+ Portugal, a gráfica Jall Card e a fintech M3Bank, tem um faturamento de R$ 1,1 bilhão previsto para esse ano e vem se preparando para abrir capital na Bolsa. A carteira de clientes é composta por companhias que incluem Itaú, Nubank, Arezzo, Havaianas e indústrias farmacêuticas.

Juliani reconhece o momento desafiador também para as startups, com menos dinheiro disponível para o ecossistema de inovação. Para driblar esse desafio, o MOVE3 tem buscado empresas mais maduras que possam utilizar a infraestrutura já existente da holding. “A compra da Rodoê não é a última. Estamos fugindo de startups ‘early stage’, mas temos outras capazes de aproveitar o que já temos para alavancar os negócios”, conta.

A aquisição da transportadora é a segunda operação anunciada pela holding nesse ano com os R$ 50 milhões previstos em aporte para 2022. A primeira foi o investimento na goX Crossborder, pioneira na internacionalização de marcas brasileiras na Europa.

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