Grupo Kallas, de construção, espera retomar IPO de R$ 2 bilhões em agosto

Grupo Kallas, de construção, espera retomar IPO de R$ 2 bilhões em agosto

Circe Bonatelli

23 de junho de 2020 | 05h03

Mercado imobiliário de São Paulo. Crédito da foto: Tiago Queiroz/AE

O Grupo Kallas está se preparando para retomar o processo de abertura do capital em Bolsa, paralisado com a pandemia. Baixada a poeira, a meta é levantar R$ 2 bilhões por meio de uma oferta pública de ações (IPO, na sigla em inglês) em agosto, apurou a Coluna com fontes do mercado. Os bancos líderes na coordenação do processo, já contratados, são o Credit Suisse e o Itaú BBA. O dinheiro será usado integralmente para a expansão dos negócios.

O IPO do Grupo Kallas é visto como um pacote ‘all inclusive‘ devido ao cardápio vasto de atividades no setor de construção. A companhia funciona como uma holding que engloba cinco subsidiárias: uma incorporadora voltada para projetos de médio e alto padrão (Kallas Arkhes), outra incorporadora de moradias populares, dentro do Minha Casa Minha Vida (Kazzas), uma empresa de loteamentos (K’urb), imobiliária (KV), além de um braço para construção. O menu variado ajuda a diversificar o negócio e reduzir os riscos, segundo analistas e investidores.

Kallas espera lançar R$ 1,7 bilhão em 2020

À frente da holding está o fundador e presidente, Emílio Kallas. As incorporadoras ficam sob comando de seus filhos Raphael e Thiago. Em entrevista, Dr. Emílio, como é conhecido, não fala especificamente sobre o processo do IPO, mas detalha as metas operacionais. Ele afirma que o grupo lançará projetos com R$ 1,7 bilhão em valor geral de vendas (VGV) em 2020, 70% mais do que em 2019.

Destes, R$ 1 bilhão será concentrado nos empreendimentos populares – que têm mostrado maior liquidez na crise – e R$ 700 milhões no segmento de médio e alto padrão. A meta inicial para este ano era de R$ 2,5 bilhões em lançamentos, mas, com a parada em meio à pandemia, parte ficou para o ano que vem.

Entre março e abril, o grupo comprou terrenos com potencial de desenvolver empreendimentos avaliados em R$ 1 bilhão em vendas. As compras foram pechinchas via leilões ou negociações diretas com incorporadoras que ficaram sem dinheiro. “São as oportunidades que vêm da crise, assim como fala o ditado chinês”, diz dr. Emílio.

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