IG4 Capital busca aporte de até R$ 1 bi e mira hospitais em dificuldades

IG4 Capital busca aporte de até R$ 1 bi e mira hospitais em dificuldades

Cynthia Decloedt

25 de maio de 2021 | 05h00

IG4 Capital é o grupo investidor por trás da Iguá Saneamento (foto) Foto: Divulgação/Iguá Saneamento

A Opy Health, braço de saúde da IG4 Capital, especializada em ativos alternativos, está buscando um aumento de capital com investidores privados. A expectativa é fechar um aporte mínimo de R$ 500 milhões e máximo de R$ 1 bilhão. A operação, chamada de private placement, no jargão do mercado, está sendo conduzida pelo Bradesco BBI. A IG4 adquiriu em 2017 a então CAB Ambiental, do Grupo Galvão, e a transformou na Iguá Saneamento, que levou um dos blocos do maior leilão de saneamento realizado no País, da Cedae, no Rio de Janeiro.

Seguindo o DNA da IG4, a empresa tem uma agenda de aquisição de participações com foco em hospitais que enfrentam problemas financeiros. Seis estão em análise e a Opy quer dobrar em até três anos a quantidade de leitos, para dois mil no total. Atualmente, o grupo tem em sua carteira de ativos o Hospital Metropolitano Dr. Célio de Castro, em Belo Horizonte, e o Hospital Delphina Azziz, em Manaus. Ambos atendem pelo SUS e a Opy tem concessão para a prestação de serviços não médicos durante 20 anos.

Foco é a gestão dos hospitais e o valor imobiliário

A Opy tem um modelo de atuação considerado inovador no mercado brasileiro e reproduz uma fórmula que tem sido usada no exterior. Assim como nas parcerias com o poder público, a proposta da Opy para os hospitais privados que estão no radar -normalmente familiares e em condições financeiras debilitadas – é de que a gestão siga com seus atuais donos. Se a família ou a gestão vigente não quiser mais o ativo, a Opy vai à caça de um parceiro.

A gestão de serviços e dos imóveis fica com a Opy, que deve captar um fundo imobiliário para promover a expansão da rede por meio da construção de novos hospitais e reformas dos já existentes. A proposta é que na maioria dos casos, os imóveis não sejam de propriedade dos hospitais, mas alugados após construídos. No caso dos já existentes, alugados após terem sido vendidos. Procurados, a IG4 e a Opy não comentaram.

Esta reportagem foi publicada no Broadcast+ no dia 24/05, às 13h36.

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